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Represa garante conforto para o abastecimento da cidade

KÁTIA APPOLINÁRIO, ESPECIAL PARA O JORNAL DE JUNDIAÍ - ksantos@jj.com.br | 22/03/2018 | 04:58

Quando o assunto é crise hídrica, Jundiaí já foi citada até como um oásis em São Paulo, “a cidade onde não falta água”. Tudo isso graças, principalmente, à represa de armazenamento da cidade, que atualmente tem capacidade para 8,2 milhões de metros cúbicos (ou 8,2 bilhões de litros) e, em breve, ampliará esse volume em mais 1 milhão de metros cúbicos. Mas há 40 anos, antes da construção da represa, o cenário era bastante diferente. Assim como ocorre com muitas cidades da Região e de todo o estado, Jundiaí sofria com a escassez de água. “Na década de 1980 era comum faltar água nas casas, principalmente nos bairros mais afastados do Centro”, recorda o diretor de Operações da DAE Jundiaí, Valter Maia.

Naquela época, lembra o diretor, Jundiaí possuía apenas uma pequena represa com capacidade para 200 mil metros cúbicos (que hoje é a chamada represa de operação e tem capacidade para 500 mil metros cúbicos), volume suficiente para abastecer a cidade por apenas dois dias. “Com o crescimento da cidade, viu-se a necessidade de construir um novo reservatório. E assim foi feito”, lembra Maia. Concluída em 1995, a represa de acumulação tinha então capacidade para 5,5 milhões de metros cúbicos, garantindo água por um mês. O projeto já previa ampliações. A primeira foi feita em 2009, quando a capacidade da represa saltou para os atuais 8,2 milhões de metros cúbicos, o suficiente para abastecer a cidade durante 2 meses e meio, ainda que a falta de chuvas seque por completo os rios Jundiaí-Mirim e Atibaia e “não entre nenhuma gota de água”, frisa Maia.

Uma nova ampliação já está aprovada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e com o processo de licitação finalizado. “Estamos apenas aguardando o melhor momento para começar a obra. Isso deve ocorrer ainda este ano”, prevê o diretor. Ele explica que desta vez a obra prevê a ampliação do vertedouro em 50 centímetros. Isso significa 1 milhão de metros cúbicos a mais de capacidade. Segundo Maia, será uma obra rápida, de 30 a 60 dias. E o investimento ficará em torno de R$ 1,5 milhão. Para o futuro, há ainda mais uma obra, de rebaixamento da represa, prevista pelo projeto inicial, que requer investimentos na ordem de R$ 80 milhões. Com isso, será possível aumentar a capacidade da represa em mais 2,3 milhões de metros cúbicos, chegando a 11 milhões, ou seja, 40% a mais do que hoje. “Isso daria um conforto de 3 meses no abastecimento”, calcula o diretor da DAE, destacando que essa obra não tem previsão para ser realizada. “Ainda estamos em busca de recursos, para depois abrir o processo de aprovação nos órgãos competentes, como DAEE e Cetesb.” Maia lembra ainda que a represa é protegida pelo Parque da Cidade, inaugurado em 2004, com mais de 500 mil metros. “O parque foi construído para evitar possíveis ocupações irregulares no entorno da represa, que poderiam prejudicar o abastecimento.”


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