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Retirada de 2ª via de boletos vira maratona para usuários

SIMONE DE OLIVEIRA - scoliveira@jj.com.br | 01/03/2018 | 04:48

Os constantes atrasos na entrega de correspondências em Jundiaí, em especial boletos bancários de telefonia, energia elétrica ou mesmo cartões de crédito, têm gerado reclamações de usuários que precisam se locomover a outros pontos para conseguir a segunda via: tudo para não pagar multas. E quando tais contas estão em nome de idosos, a atualização via internet ou a retirada em postos autorizados acaba sendo uma verdadeira maratona. E isso não acontece apenas devido aos atrasos na entrega de correspondência, mas também por causa de alguns serviços que agora exigem que a própria população imprima seu boleto, como o IPTU, por exemplo.

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Para evitar multas, Iodete precisou ir até o Poupatempo retirar os seus boletos de IPTU e de seus pais, já idosos. Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

A professora Iodete Zebber de Lima, 59 anos, conta que a Vila Progresso, região Sul da cidade, sofre há tempos com a falta de correspondência. Segundo ela, é preciso procurar outras formas para imprimir a segunda vida. “Com minha impressora quebrada eu tive que ir até a papelaria para tirar a segunda via e, claro, pagar pelas folha. Quer dizer, gastamos duas vezes”, reclama. Além de suas contas, Iodete precisou ir até o Poupatempo para imprimir seu carnê de IPTU e de seu pai, de 96 anos. Sem condições de se locomover e sem acesso à internet, Antônio Zebber precisou da ajuda dos filhos para ter acesso a todas as parcelas do carnê. “Espero mesmo que haja economia de papel porque muita gente, principalmente os idosos, tiveram dificuldade tanto para retirar quanto para pagar as parcelas do imposto”, lamenta.

A mesma reclamação pontuou sua irmã, Zilda Salete Zebber, 65, que apela para a internet quando percebe a falta das contas nas caixas de correspondências. Ela liga nas concessionárias e pede os boletos via email, mas precisa ir até um estabelecimento para conseguir imprimí-las. “Além da perda de tempo, temos que gastar com as impressões. Cada folha custa pelo menos R$ 0,50. Mas não tem o que fazer e quando posso já me adianto porque sei que a conta não vai chegar.”

Na Ponte São João, Ana Maria Cardoso, 66, diz que depende dos amigos para conseguir a segunda via pela internet. Só depois vai para a lotérica fazer os pagamentos. “Há muitos anos passamos por este problema aqui e por isso precisamos nos virar como dá”, reclama. Na última terça-feira, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Jundiaí, um dos integrantes da Comissão de Moradores do Vetor Oeste, Cláudio Marcelo Benitz, subiu na tribuna para falar da falta de correspondência na região. Segundo comentou, foram centenas de reclamações dos moradores e por isso a palavra diante dos vereadores foi necessária. “Minha mãe é idosa e até teve o telefone cortado por falta de pagamento, mas isto aconteceu por conta da entrega atrasada da correspondência. As nossas opções são imprimir a segunda via pela internet ou ligar no 0800 para pedir o código de barras”, diz Cláudio, morador do Residencial Jundiaí 2.


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