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Safra de morango na Região deve chegar a 4 toneladas em 2018

kátia appolinário, colaboração ao Jornal de Jundiaí | 29/06/2018 | 05:30

Mesmo com poucos dias frios, a safra de morango deste ano não deve ser comprometida. De acordo com os produtores da Região, a expectativa é que os 4 milhões de pés da fruta cultivados rendam de 3,2 a 4 toneladas nesta safra. O volume é semelhante ao dos últimos anos. “Esperamos colher de 800 gramas a um quilo de morango de cada pé, o que para nós representa uma safra razoável. Mas essa mudança de clima não coopera para que a produtividade seja maior”, argumenta o produtor Rafael Maziero.

Para driblar os efeitos climáticos, que dificultam o cultivo, os produtores contam atualmente com os avanços tecnológicos. “Na década de 1960 a gente produzia morango somente de maio a setembro (período de outono e inverno). Hoje em dia, com as novas variedades da fruta desenvolvidas pelos pesquisadores é possível produzir durante todo o ano”, explica o presidente da Associação dos Produtores de Morango, Osvaldo Maziero.

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Ele conta que o cultivo de morango de Jarinu e Região faz parte do Projeto de Produção Integrada, que recebe apoio da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem o intuito de disseminar o uso racional de agrotóxicos e incentivar a colheita de acordo com a necessidade do produtor.

Além da adaptação de variedades a diferentes condições climáticas, as inovações no plantio também têm colaborado para a redução do uso de agrotóxicos, tendo em vista que desde 2008 o Brasil lidera o uso das substâncias químicas no meio agrícola, de acordo com um levantamento de dados da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O cultivo em substrato suspenso é uma das novidades que permitem o cultivo de morangos de alta qualidade com baixa utilização de agrotóxicos, método no qual aposta Osvaldo Maziero.

“Nesse sistema, o morango não é plantado no solo, mas é cultivado suspenso em calhas. Assim, conseguimos controlar melhor a temperatura da fruta, uma vez que ela fica protegida do orvalho, de possíveis chuvas, sem falar que reduz em 90% o risco de contrair alguma praga”, explica o presidente. No entanto, o produtor alega que agricultura não segue uma receita, e que a atividade exige dedicação e cuidado diário. “É preciso sempre estar atento, ver se o PH do substrato não está ácido, se está recebendo a quantidade de água adequada, porque se a muda entrar em um estado de estresse, ela vai crescer menos, e por consequência terá menos cor, cheiro e sabor.”

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí

Foto: Alexandre Martins/Jornal de Jundiaí


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