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Saiba como passear e viajar com segurança com seu pet

VINICIUS SCARTON | 23/12/2018 | 05:03

O período de férias se aproxima, assim como, a tão sonhada viagem acompanhada dos bichinhos de estimação, que precisam estar seguros durante o transporte. Especialistas reforçam que o animal não pode ser levado solto, no lado esquerdo nem no colo do motorista e também não deve andar com cabeça para fora da janela, pois existe o risco de cometer infrações no trânsito, limitando movimentos do motorista, como tirar a atenção.

De acordo com a veterinária Karina Mussolino, os pets podem distrair o motorista e provocar acidentes. “Além disso, eles podem se machucar em freadas bruscas e, caso as janelas dos veículos estejam abertas, pular com o carro em movimento”, alerta. Em São Paulo, por exemplo, a CET detalha que, de janeiro a junho deste ano, houve crescimento de 10,63% no número de infrações pelo transporte incorreto de bichos, em relação ao mesmo período do ano passado.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê o transporte de animais na caçamba de carro aberto como infração grave, perda de 5 pontos na carteira de motorista e multa de R$195,23, além da possibilidade de apreensão do veículo. Dirigir com pet à esquerda ou entre as pernas do condutor é considerado infração média, com perda de 4 pontos e multa R$ 130,16. A legislação também prevê a distração que o pet pode causar enquanto o motorista dirige como infração de grau leve, causando perda de 3 pontos na carteira e multa de R$88,38.

SOBRE A VIAGEM
Especialistas também explicam que o equipamento de segurança mais adequado para transportar o animal deve ser escolhido de acordo com o porte físico e comportamento do pet. Os cães de grande porte, por exemplo, ficam confortáveis com o sinto de segurança do peitoral. As fivelas e os assentos são indicados para os cães de porte médio ou pequeno. Já os gatos são animais que se assustam com maior facilidade, então o ideal é que passeiem dentro das caixas de transporte. Os pequenos pets, como roedores, também precisam de cuidados e há opções de guias e caixas para transportá-los com segurança.

Karina Mussolino indica a importância de impedir que os animais fiquem com o focinho para fora da janela, enquanto o carro estiver em movimento. “Ao tomar fortes correntes de ar, o pet pode contrair inflamação no conduto auditivo, úlceras de córnea, entre outros problemas. É possível baixar um pouco mais os vidros ou ligar o ar-condicionado para que o bichinho não sofra tanto com o calor, mas expô-lo à ação do vento em alta velocidade, definitivamente, não é recomendável”, adverte.

Além disso, a veterinária ressalta que muitos pets podem apresentar enjoo provocado pelo movimento durante o trajeto. Para isso, há produtos específicos, como os palitos que garantem tranquilidade e uma boa viagem, mas sempre é importante procurar o veterinário para as orientações necessárias. “O movimento e os solavancos dentro do carro repercutem nos canais internos do conduto auditivo dos pets – área responsável pelo equilíbrio deles –, causando esse tipo de sintoma”, explica a Karina.

Ela também orienta a não alimentar os pets pouco tempo antes da viagem. Essa medida evita que o animal fique com o estômago cheio e vomite dentro do carro. “Se, mesmo assim, esse tipo de problema acontecer é possível recorrer à medicação. Na dúvida, o dono deve pedir ao veterinário que prescreva algo para atenuar esse tipo de sintoma. Vale lembrar que toda e qualquer medicação ministrada aos pets deve ter a orientação de um médico veterinário”, recomenda.

PRECAVIDA
A funcionária pública Márcia Scurciatto, de 55 anos, é proprietária de dois cães, ambos com 6 anos de idade, um shitzu, conhecido como Shu e a linda vira latinha, a Pipoca. “Nós viajamos sempre em família e os animais de estimação são nossos parceiros de aventura. A próxima viagem será no mês de março, com destino para Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro”, destaca. Segundo Márcia, a viagem será realizada de carro. “E como em todas as outras utilizarei um cinto de segurança canino que se encaixa no cinto de segurança do veículo”, comenta.

Outro detalhe importante fica por conta da parada para hidratação e alimentação dos animais. “A parada também é fundamental a cada uma hora e meia, pois os animais precisam aliviar suas necessidades fisiológicas”, lembra. Por fim, Márcia ressalta que os seus cães se adaptaram muito bem a rotina de viagens. “Além do item de segurança, é importante optar por hospedagens que aceitam o animal de estimação. É fundamental pesquisar hotéis e pousadas com antecedência ou alugar uma casa, onde os bichinhos possam ficar confortáveis”, recomenda.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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