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Saiba o que fazer em caso de picada por carrapatos

VINICIUS SCARTON | 22/11/2018 | 05:02

O calor das últimas semanas tem tirado muitas pessoas de suas casas, que aproveitam os dias em parques e lugares perto da natureza. No entanto, é preciso ter cuidado em alguns locais onde há incidência de carrapatos. Por isso, a Unidade de Vigilância de Zoonoses de Jundiaí reforça a importância e uma autoinspeção do corpo a cada duas horas sempre que estiver em áreas possivelmente infestadas, como matas, trilhas e locais com a presença de animais como capivaras, cavalos e bois.

A Zoonoses também salienta que em caso de picada o carrapato deve ser retirado de forma cuidadosa, com uma pinça, girando o parasita por três ou mais vezes, para que a remoção seja facilitada. Se após a picada a pessoa tiver algum sintoma (febre, dores no corpo, manchas avermelhadas pela pele), deve buscar atendimento médico imediatamente e informar o profissional sobre o parasitismo por carrapato.

Para que haja a contaminação por febre maculosa, é necessário que a pessoa fique parasitada por um período de aproximadamente quatro horas. No entanto, a Zoonoses salienta que é sabido que mais de 40% dos casos positivos em humanos as vítimas não relatam ter visto carrapatos em seu corpo.

De acordo com a unidade, a febre maculosa tem cura, mas seu tratamento deve ser iniciado com antibióticos específicos após o surgimento dos primeiros sintomas. A transmissão da doença acontece a partir da picada do carrapato estrela contaminado com a bactéria Rickettsia rickettsii. As pessoas devem ficar atentas e evitar as áreas com possibilidade da presença de carrapatos; em caso de necessidade de adentrar as áreas de risco, sejam precavidas usando calças e camisas com mangas longas e de cores claras e estarem com calçados fechados.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, a cidade registra esta ano, até o dia 5 de novembro, 30 notificações suspeitas para febre maculosa, sendo 6 aguardando o resultado e 1 caso positivo (em alta hospitalar).
Em todo o ano passado foram 19 notificações, sendo um positivo, com óbito. A partir da notificação suspeita, as equipes da Zoonoses realizam a investigação epidemiológica para analisar o local provável de infecção e verificar o risco da ocorrência de novos casos.

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