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São Vicente realiza terceira captação de órgãos do ano

DA REDAÇÃO | 24/01/2019 | 14:57

A Comissão Intra Hospitalar de Transplantes (CIHT) do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo realizou na manhã de quarta-feira, mais uma captação de órgãos. Na ocasião foram captados fígado, rins e córneas, sendo encaminhados para receptores que estavam na lista de espera da Central de Notificação Captação e Doação de órgãos do Estado de São Paulo. As equipes responsáveis pela captação dos órgãos vieram dos hospitais Santa Casa de São José dos Campos e Hospital de Clínicas da Unicamp em Campinas.

O Cirurgião Geral, Dr. Felipe Sbrolini Borges, responsável pela captação do fígado, conta que sua residência na especialidade de cirurgia geral foi realizada no São Vicente. Relata que a experiência adquirida durante sua residência foi essencial para sua formação como cirurgião geral. “Foi um período de muito aprendizado, adquirindo conhecimentos técnicos e científicos para exercer a medicina hoje. Trabalho no hospital Beneficência Portuguesa, localizado na cidade de São Paulo e também, realizamos todo preparo do órgão após a captação para ser transplantado no receptor”, explica o médico.

No ano de 2019, até a presente data, foram realizados três procedimentos de captação de órgãos na instituição, que estimula campanhas voltadas à conscientização e importância do diálogo familiar na tomada de decisão do doador.

Em 2018 foram abertos 50 protocolos de morte encefálica. Destes, 19 eram contraindicação medica e 26 possíveis doadores. Após a abordagem familiar sobre o direito dos familiares pelo processo de doação de órgãos de familiar com o diagnóstico de morte encefálica confirmado, somente 15 familiares consentiram, que resultou em 63 receptores tiveram uma nova chance de viver sem tratamento intensivo.

“A CIHT participa de todas as entrevistas familiares, sanando quaisquer dúvidas sobre o processo de doação de órgãos. Diante de uma negativa familiar, membro da comissão realiza abordagem com foco em descobrir quais motivos e representações sociais que nortearam os familiares na decisão e um dos grandes motivos identificados seria o apego ao corpo, deixando-o integro, a crença familiar com relatos de retorno à vida e falta de comunicação em casa sobre a temática”, conta a Enfermeira da CIHT, Thaís Fernanda Rocha Santos.

“Perdi a minha mãe e respeitando o desejo dela, decidimos em família fazer a doação dos órgãos. É um assunto delicado, mas devemos conversar sobre isso”, compartilha Richelli Aparecida Fernandes.

T_Cirurgia


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