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Sebos são acervos para passar o tempo e aprender

Nathália Sousa | 20/06/2020 | 05:00

Com o isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, os sebos, nome popular dado à livrarias que compram, vendem e trocam livros usados, se tornaram um atrativo para quem deseja algo a mais para se divertir ou se informar. Em Jundiaí por exemplo, alguns pontos se tornaram parada obrigatória para um público que espera encontrar bem mais do que livros.

Seja presencialmente ou via redes sociais e plataformas on-line, o que não faltam são amantes dos livros, jogos e discos clássicos. É o que vem ocorrendo no Sebo Jundiaí, um dos mais tradicionais da cidade. “Aumentou a procura, principalmente via WhatsApp, mas também presencialmente sem aglomerações. A procura maior é por livros e discos de vinil. Muitos pais vêm buscar livros infantis e gibis”, conta Mateus Ferreira, que mantém o sebo junto com o irmão, Maurício Ferreira.

Sobre a oferta de novos artigos, Mateus conta que sempre foi constante e, mesmo com o isolamento, a procura tem sido grande. “Pessoas que querem vender vêm direto. São em média entre 10 e 15 avaliações por dia. A gente sempre propõe troca também, que é mais vantajoso”, diz ele.

Mateus Ferreira revela que o gosto pelos discos de vinil voltou à tona agora

Um dos clientes do local, o tatuador Luiz Junior, procura sempre novidades quando o assunto é disco de vinil. “Eu frequento sebos já há muito tempo, mas a pandemia é um motivo a mais. Eu consegui uma vitrola e por isso estou procurando discos, mas sempre vim comprar livros também”, relata.

Para Carmem Silvia Marthes Ferreira, do Sebo do Faria, as vendas pela internet têm sido o carro-chefe para o espaço. Mesmo com a reabertura, houve a diminuição na procura de pessoas que trocavam produtos. “Como reabrimos esta semana, o movimento está baixo”, lamenta.

Ela diz que o vinil tem sido muito procurado nesta época. “As pessoas têm procurado pelo vinil e esqueceram um pouco do CD. Acho que estão baixando as músicas pela internet, mas no caso vinil o som é melhor e as pessoas preferem porque é mais nostálgico.”

O Sebo Estação Cultural, com diversos produtos infantis, é um espaço que atraiu a atenção de adultos e crianças. O gerente do espaço, Felipe Petrini, diz que os livros e a linha para crianças têm tido procura. “Não está ruim, mas já teve dias melhores. Aqui teve procura de vinil, mas não aumentou tanto. CDs e DVDs estão saindo mais do que vinis. Talvez seja porque as crianças estão em casa, então os pais têm procurado pelos materiais infantis”, diz.

Da esquerda para a direita: Júlio Celedon, Vivian Wenda, Franciele Marcos Petrini e Felipe Petrini, do Sebo Estação Cultural

No Sebo Vigário, que tem uma variedade de produtos que vão desde livros e aparelhos eletrônicos antigos, os impactos da pandemia parecem ter sido maiores. “Caiu um pouco o movimento. Até a entrega caiu. Vinil vende bem, acho que estão voltando a procurar, mas livro é o que mais procuram ainda”, diz Sérgio Marcos, que afirma que a quantidade de pessoas que iam ao local oferecer produtos também diminuiu.


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