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Seis mulheres sofrem violência de gênero por dia em Jundiaí

DA REDAÇÃO | 05/08/2018 | 14:00

Na última semana, mais três casos de violência contra as mulheres vieram à tona em Jundiaí, no Brasil e no mundo. Na Terra da Uva, um homem de 56 anos ateou fogo em uma mulher após ela recusar as investidas dele. No Paraná, o marido é o principal suspeito de atirar a esposa do quarto andar de um prédio – a mulher morreu. Já na França, um jovem atirou um isqueiro e deu um tapa na cara de uma mulher porque ela respondeu ao assédio feito por ele no meio da rua. Esses casos se misturam aos milhares registrados todos os dias no Brasil. Somente em Jundiaí, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), registrou, nos últimos três anos, 6.627 boletins de ocorrência pelos mais variados crimes na cidade – média de seis por dia, que vão desde estupro e injúria a violência doméstica, muitas vezes cometidos por conhecidos da vítima, como maridos, companheiros, namorados.

Foto meramente ilustrativa - Jornal de Jundiaí

Foto meramente ilustrativa – Jornal de Jundiaí

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), obtidos com exclusividade pelo Jornal de Jundiaí. De todos os boletins, ainda de acordo com a SSP, 2.253 inquéritos policiais foram instaurados pela delegacia, 166 flagrantes foram realizados e 308 prisões efetuadas.

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Mas como funciona o acolhimento a essas mulheres vítimas da violência? Em março, o Jornal de Jundiaí publicou uma denúncia na qual mostrava falhas no atendimento da própria delegacia especializada nos crimes contra as mulheres – a DDM. Segundo a Prefeitura de Jundiaí, a cidade conta com diversas formas de auxílio e prevenção de violência, em trabalhos exercidos por três unidades de gestão distintas: Casa Civil (UGCC), Promoção da Saúde (UGPS) e de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS).

Segundo a administração municipal, 26 famílias com questões de violência contra a mulher estão sendo acompanhadas no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas), com psicólogo social, visando ao rompimento do ciclo da violência, estabelecimento de autonomia e revisão do projeto de vida. A Casa Sol, que abriga mulheres vítimas de violência, acolheu desde a sua fundação, em 2006, 234 mulheres ameaçadas de morte e 386 crianças e adolescentes (filhos).


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