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Sem Campo de Marte, voos no aeroporto de Jundiaí poderão ter aumento de até 6%

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 12/01/2019 | 05:00

O aeroporto Comandante Rolim Amaro, de Jundiaí, poderá ter um aumento de 3% a 6% nas operações de aviação executiva com o fechamento das atividades no Aeroporto Campo de Marte, na zona norte de São Paulo. A possibilidade passou a ser considerada depois que o governador João Doria anunciou, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (10), que pretende encerrar as atividades deste modal no aeroporto até o fim de 2019. A segurança do aeroporto, que foi palco de dois acidentes fatais em 2018, foi um dos principais motivos para a decisão.

Na ocasião, Doria afirmou que os aeroportos de Jundiaí, Sorocaba e de outras cidades dentro de 100km da capital estão sendo consideradas para suprir a demanda de voos executivos que atualmente são realizadas no local. Em entrevista exclusiva ao Jornal de Jundiaí, o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Neto, afirmou que os prefeitos das cidades consideradas serão convidados até o fim de janeiro para debater o assunto em reunião com o governo estadual, o Ministério da Infraestrutura e a Força Aérea (FAB), que deverá mediar a transição com os responsáveis pelos hangares do Campo de Marte, além da escola de pilotos que fica ali e também deverá ser movida.

“A ideia é discutir detalhes operacionais com a FAB e montar uma programação junto aos prefeitos para transferir as atividades do Campo de Marte para outras cidades até o fim do ano”, explica. “Vai ser muito positivo para o estado de São Paulo, porque vai oxigenar esta atividade para outros municípios, que terão mais uma opção de receita”, avalia o secretário. Ele ainda afirma que as operações deverão ser divididas entre algumas cidades do interior. “O volume da operação não é compatível apenas com uma cidade, mas o aeroporto de Jundiaí é conhecido pela tradição em voos executivos e com certeza terá mais demanda quando encerrarmos as atividades”, afirmou o secretário. “Só precisamos saber o quanto a cidade poderá assumir da operação”.

Marcel Moure, presidente do VoaSP, empresa que administra o aeroporto de Jundiaí, afirma que o local está preparado para atender o aumento da demanda e que os voos executivos devem crescer entre 3% a 6% com o fechamento do aeroporto na capital. “Já estamos programando obras para o fim de janeiro para ampliar e modernizar o terminal de passageiros, pois o crescimento de voos por aqui já era uma realidade antes mesmo do fechamento do Campo de Marte”, afirma.

Ele ainda anunciou que toda a iluminação do local será sustentável e que até o segundo semestre do ano, o aeroporto terá operação 24h. “Com certeza somos uma alternativa concreta para assumir parte da operação”, diz. O prefeito Luiz Fernando Machado confirma a expectativa de crescimento. “Jundiaí tem o aeroporto executivo mais próximo da capital e os investimentos feitos ali vão contribuir para atender à demanda”, diz.

O Campo de Marte manterá os voos de helicóptero, mas será transformado em um parque, preservando as estruturas aeronáuticas. As instalações administrativas da FAB, o Hospital da Força Aérea, e a área onde deverá ser implantando um Colégio Militar também serão preservados. O projeto também prevê a criação de um Museu Aeroespacial.

Rui Carlos

Rui Carlos


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