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Sem chuva há 37 dias, Jundiaí sofre com período de queimadas

VINÍCIUS SCARTON | 19/07/2018 | 05:23

O tempo seco, típico do inverno brasileiro, está castigando Jundiaí. De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, coronel João Osório Gimenez Germano, a última vez que choveu na cidade foi no dia 13 de junho, com registro de apenas 14 mm. A estiagem também tem refletido na quantidade de queimadas. Os números oficiais de queimadas na cidade mostram um aumento de ocorrências neste ano.

Segundo a Guarda Municipal de Jundiaí, a Divisão Florestal atendeu no ano passado 2 ocorrências de janeiro a junho, envolvendo queimadas em mata nativa e nenhuma em pastagens na área da Serra do Japi. No entanto, este ano, no mesmo período já foram registradas 2 ocorrências em mata nativa e 9 em pastagens. O Corpo de Bombeiros informou que em junho de 2017 foram realizados 56 atendimentos referentes a incêndios em vegetações. Neste ano, no mesmo período as solicitações atingiram a marca de 87 atendimentos. Somente nesta semana, o Jornal de Jundiaí recebeu reclamações de moradores de três bairros denunciando queimadas: da rua José Di Fiori, na Ponte São João, do Distrito Industrial, próximo ao Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Geresol) e da Torres de São José.

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SAÚDE
O tempo seco também tem gerado aumento na procura por atendimento médico. Em junho, o pronto-atendimento infantil do Hospital Universitário (HU) realizou 6.030 atendimentos e 80% dos casos são referentes a problemas respiratórios. Em julho, a equipe médica percebeu uma mudança no perfil dos pacientes, sendo que antes o maior fluxo era de crianças em fase escolar, agora o maior número de atendimentos tem sido prestado a lactentes (bebês com até dois anos de vida). No Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, o levantamento de Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) detalha que em maio foram atendidos 14 pacientes com asma, no pronto-atendimento. Em junho, já foram 18. O hospital não tem levantamento específico de outras doenças respiratórias.

ALERTA
Inspetor da Guarda Municipal, Paulo Vicente Soares, da Divisão Florestal, informa que nesta época do ano o risco de queimadas tende a crescer. Por isso, ele orienta a população para se atentar a alguns cuidados, como evitar jogar bituca de cigarro nas margens das estradas, evitar a utilização de velas em áreas verdes ou em locais onde possam ocorrer incêndios e não acender fogueiras em locais inapropriados. “Além disso, é importante ressaltar que fabricar, vender, transportar ou soltar balões é crime ambiental, assim como é proibida a realização de queimadas no território de Jundiaí, bem como em matas, florestas, vegetação, ainda que rasteira”, frisa Soares, salientando que os telefones (153 e 4492-9060) da Guarda Municipal estão à disposição da população.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, uma frente fria deve passar pelo oceano neste final de semana, mas não deve trazer chuvas ao município. “Desde o dia 12 de julho, a umidade do ar mínima tem chegado a níveis abaixo de 30%, entre 12h e 18h, colocando o município em estado de atenção. Por isso, é fundamental evitar exercícios físicos ao ar livre no horário mais crítico (das 12h às 18h), se possível umidificar os ambientes e permanecer em locais protegidos do sol, além, é claro, de consumir bastante água”, orienta.

Foto: Arquivo/JJ

Foto: Arquivo/JJ


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