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Sem cobranças: foco da nutrição comportamental é autoaceitação

VINICIUS SCARTON | 21/10/2018 | 22:30

Com objetivo de promover o bem-estar, a qualidade de vida e a saúde, a nutrição comportamental tem ajudado muitas pessoas a encontrar a própria aceitação em suas vidas. A nutricionista Graziela Rezende Guttner defende que a vida vai muito além do corpo físico e da comida. “Por esse motivo temos que pensar de uma maneira mais completa, ou seja, as pessoas podem estar mais saudáveis e felizes com o corpo que têm e da mesma forma com o peso”, afirma.

Segundo a especialista, a ideia básica da nutrição comportamental é criar uma parceria com o paciente, aliado ao seu propósito. “Aqui não há espaço para cobranças e julgamentos. Ajudamos as pessoas incluindo todos os alimentos, desde doces, frutas e saladas, de uma maneira consciente, entendendo a necessidade do paciente”, diz.

O público feminino representa a maioria dos atendimentos do consultório mantido por Graziela na cidade de Jundiaí. A nutricionista informa que as mulheres têm buscado neste segmento meios para controlar o peso e também a alimentação, que atinge o lado emocional. “O método tem esse diferencial. Afinal, o grande desafio é identificar o que desencadeia o ganho de peso, bem como, o que torna a alimentação complicada”, comenta.

Além de entender as dificuldades do paciente, que muitas vezes relaciona os sentimentos de alegria e tristeza com a comida, o papel da nutricionista comportamental é desenvolver atividades práticas, a fim de ajudar a pessoa a se conhecer, paralelo a alimentação. “Ou seja, é fundamental saber o que as pessoas gostam além de comida e quais são os seus hobbies. Portanto, por meio desse trabalho é possível construir algo novo e descobrir o que pessoa precisa fazer para estar bem”, detalha.

Graziela afirma que o feedback do seu trabalho acontece quando os pacientes relatam que estão bem, confortáveis, com uma vida mais equilibrada e se alimentando de maneira consciente. Um exemplo dessa realidade é a aposentada Fátima Di Niro Santos, de 55 anos, que iniciou o tratamento de nutrição comportamental em janeiro deste ano. “Conheci o método pela televisão. Depois fiz algumas pesquisas a respeito e encontrei a Graziela em Jundiaí. Na ocasião, eu lutava contra uma dificuldade em minha vida, a respeito do receio de comer, e vivia questionando o meu próprio peso”, recorda.

A partir do tratamento e com a disposição para mudar, Fátima aceitou as orientações da nutricionista. “Nesses nove meses, felizmente, consegui me livrar do sentimento de culpa ao realizar as refeições. Além disso, aprendi a cozinhar melhor, despertando o interesse maior pela comida de casa (arroz, feijão e legumes), sentindo prazer com a minha alimentação, comendo com calma, saboreando o alimento”, detalha.

Com uma nova forma de lidar com a comida, Fátima também descobriu alguns hobbies. “Antes praticava exercícios físicos por obrigação, mas agora faço por prazer a musculação e o pilates. Além disso, também sou voluntária em um projeto de crochê e estou muito feliz”, comenta.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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