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Sem previsão de regularizar estoque de combustível, postos acumulam prejuízo

VINÍCIUS SCARTON | 02/06/2018 | 05:30

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap), Flávio Campos, disse ontem que não há previsão de quando o abastecimento nos postos de combustíveis da Região, inclusive de Jundiaí, será regularizado. Enquanto isso, muitos postos ainda estão sem estoque e contam os prejuízos causados nos últimos dias. “Neste momento, as companhias trabalham para suprir os postos da Região.

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Além disso, as dificuldades logísticas representam os principais empecilhos para o total restabelecimento, pois nesse momento todos os estabelecimentos necessitam destes produtos”, explicou Campos. Atualmente, a cidade de Jundiaí  possui 88 postos e, de acordo com o presidente do Recap, as filas para abastecimento já estão bem menores, em comparação ao auge da greve dos caminhoneiros. “Estamos trabalhando na medida do possível, para que o serviço possa ser normalizado o quanto antes”, afirmou.

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REFLEXOS DA GREVE
Nos dez dias da greve dos caminhoneiros, a maioria dos postos da cidade chegou a fechar devido a falta de combustível. Um exemplo deste cenário ocorreu em um estabelecimento na avenida Prefeito Luiz Latorre. O gerente do posto, Felipe Samuel Pessoto, confirmou que faltou combustível por nove “longos” dias e isso causou grandes prejuízos. “Ainda não quantificamos o total deste prejuízo. Estamos organizando este levantamento, mas se colocarmos na ponta do lápis teremos um déficit de 30%”, calcula.

Pessoto ressaltou, ainda, que no auge da greve o posto conseguiu trabalhar apenas dois dias. “No momento, ainda estamos sem combustíveis. Tudo o que chega é extremamente picado e vendido rapidamente. Não há previsão da chegada de novo caminhão, nem de quantidade”, destacou. Gerente de um posto na Nove de Julho, Sérgio Sartoro também disse que o prejuízo no mês será alto. “Ainda não fechamos o balanço, mas estimo que o prejuízo atingiu cerca R$ 45 mil”, afirmou, frisando que o posto ficou fechado por uma semana. “Só reabrimos ontem (quinta-feira), mas vendemos tudo em nove horas.”


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