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Sensação de medo não diminui com redução da criminalidade em Jundiaí

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 22/08/2018 | 05:15

A diminuição dos índices de criminalidade em Jundiaí não refletem na sensação de medo da população, que continua se sentindo insegura. Um levantamento feito com dados da Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP) aponta que a criminalidade diminuiu 16,5% na cidade no primeiro semestre deste ano em comparação aos primeiros seis meses de 2017. O número de roubos foi o que mais reduziu, de 1.126 casos em 2017 para 748 em 2018, ou seja, 33% a menos.

No caso de furtos, a redução foi de 10,8% e, em casos de homicídios, os índices estão 17,3% menores. Ainda assim, a aposentada Virgínia Pinto, de 65 anos, suplica por mais segurança no Jardim Tulipas, onde mora. “Uma funcionária da portaria onde eu moro já foi assaltada várias vezes”, conta.  Ela se mudou há quatro meses do Jardim Bonfiglioli para o Tulipas e, desde então, seu medo aumentou. “Eu tenho de andar a pé sozinha no meio da madrugada e vivo com medo”, diz.

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Maria Tereza, 63, também sente que a criminalidade está aumentando, e não o contrário. “Você não pode mais ficar em casa de porta aberta, não pode ficar até tarde na rua como antigamente”, lamenta. Claudiomiro Valentim Barros. 39, concorda, apesar de morar numa cidade mais violenta: São Paulo. “Você vê cada vez mais esses avisos de gente sequestrada nos postes, antes não era assim”, afirma.

Redes sociais e fakenews

Para o gestor de Segurança Municipal, Paulo Sérgio Giacomelli, o Jacó, as redes sociais e os meios de informação ajudam a manter a sensação de medo nas pessoas. “Uma vez me enviaram um caso por WhatsApp perguntando se era verdadeiro, e quando fui checar tinha acontecido em Belém do Pará”, lembra. “Às vezes é um caso que aconteceu há alguns anos e alguém volta a circular o boato na rede e ninguém checa a informação”, lamenta.

Em sua opinião, a era da informação está deixando as pessoas mais preocupadas. “No sentido de pré-ocupação mesmo. Nada aconteceu nem está acontecendo, mas as pessoas têm um grande medo de que venha a acontecer”, diz. Para reverter a situação, ele acredita que os meios de comunicação poderiam dar tanto destaque para as notícias positivas quanto para as negativas. “Além disso, as pessoas podiam fazer um esforço para não propagar tanta notícia ruim. O brasileiro precisa mudar essa cultura”, opina.

SEGURANÇA


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