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“Sepulturas que contam histórias” levam 600 crianças ao Desterro

DA REDAÇÃO | 27/11/2018 | 20:36

Nas últimas cinco semanas, cerca de 600 crianças de quatro escolas municipais de Jundiaí visitaram o Cemitério Nossa Senhora do Desterro para conhecer o projeto “Sepulturas que contam histórias”, lançado pela Fundação Municipal de Ação Social (FUMAS) em agosto com o objetivo de preservar a memória de personalidades de destaque na cidade e que estão sepultadas na necrópole mais antiga da região. Alunos do 2º a 5º ano das escolas Rotary Club (Anhangabaú), Adelino Brandão (Morada das Vinhas), Lázaro Miranda Duarte (Vila Jundiainópolis) e Marina de Almeida Rinaldi Carvalho (Jd. Tulipas) visitaram as sepulturas de personalidades como o Conde do Parnaíba, o Barão de Jundiaí, o engenheiro Leonardo Cavalcanti, Dr. Domingos Anastásio, entre outros.

A oportunidade para conhecer o projeto surgiu a partir de uma atividade proposta pelo programa educacional Amigos do Zippy, desenvolvido pela Unidade de Gestão de Educação (UGE) e que trabalha em sala de aula as questões ligadas à saúde mental e bem-estar emocional das crianças, com a finalidade de que elas possam desenvolver habilidades para lidar com as situações cotidianas. “Um dos sentimentos trabalhados pelo Amigos do Zippy é o luto, a perda de um ente querido. A visita ao cemitério fora do momento de dor é uma proposta para que os alunos vejam que o cemitério é, apenas, um lugar de respeito e saudade, onde as pessoas queridas descansam”, destacou a professora Ana Carolina do Prado, vice-diretora da Emeb Rotary Club.

Guiadas pelo diretor do Serviço Funerário Municipal, Silvio Ermani, cada visita durou cerca de uma hora. As crianças conheceram a antiga rua principal do cemitério, com o portão de entrada pela Rua Campos Sales, e também descobriram que a portaria atual foi construída somente nos anos 40, durante a gestão do prefeito Manoel Annibal Marcondes, assassinado durante o seu mandato. “Pudemos unir nestes passeios um pouco da história de Jundiaí e questões difíceis de serem trabalhadas, como o luto. Gosto de destacar que esta é uma oportunidade para que as crianças vejam que a morte faz parte da vida e que temos de nos preocupar em dar valor à nossa família, em tratar bem a quem amamos e agir sempre corretamente em todas as nossas atitudes”, ressaltou.

Para os alunos de duas escolas, o roteiro também foi acrescido pela visita ao jazigo dos professores que batizam as Emebs. “Os alunos gostaram muito dessa experiência e ficaram surpresos por encontrar o jazigo da patrona da escola, a professora Marina de Almeida Rinaldi Carvalho. Muitos se emocionaram porque não pensavam que ela já tivesse falecido”, contou a professora Iara Turquetto e Silva, coordenadora da Emeb Marina de Almeida Rinaldi Carvalho. Já para a turma da Emeb Lázaro Miranda Duarte, o estudo sobre a vida do patrono começou já na sala de aula. “As professoras encontraram o histórico do professor Lázaro no site da FUMAS e trabalharam com os alunos previamente, tornando a visita mais interessante e os alunos mais entusiasmados em realizá-la”, acrescentou a coordenadora pedagógica Margarete Dresseneti de Campos.

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