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Serviços de beleza não podem oficialmente voltar, mesmo com regras

Nathália Sousa | 30/05/2020 | 05:00

Os profissionais ligados aos setores de beleza, especialmente de salões de cabeleireiros, barbearias e manicures, aguardam pela decisão municipal para abrirem, oficialmente, as portas de seus estabelecimentos.

Na última quarta-feira (27), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou um plano de retomada econômica gradativa, porém este setor não foi citado, o que causou estranheza por parte dos profissionais.

“A gente consegue controlar o fluxo de pessoas com horário marcado, atendendo um por vez. Tem várias coisas que estão na lista e geram mais aglomeração do que a gente”, diz o barbeiro Valdeir Wagner com um salão localizado no Centro.

Valdeir Wagner não pode voltar a trabalhar oficialmente, mesmo com demanda

Já o cabeleireiro André Schiavan diz que considera tardio o retorno. “Dependendo do tempo que foi a quarentena, eu já acho injusto. Alguns amigos meus já estão quase passando fome. Aí colocam a opção de atender nas residências, mas cria um risco maior para os profissionais que podem entrar em contato com toda uma família contaminada”, desabafa.

Schiavan também fala que o tempo parado não gera reflexos apenas para os próprios profissionais. “Em 2015 muita gente perdeu o emprego formal e fez um curso de cabeleireiro, de barbeiro e começou a atender, teve um ‘boom’ neste setor. São 15 mil salões formalizados hoje em Jundiaí, entre pequenos e grandes, sem contar os informais. Com o meu salão fechado são afetadas diretamente 18 famílias, e indiretamente até o homem que passa vendendo pano de chão para mim.”

RETOMADA
São cinco fases que determinam, desde a manutenção do isolamento permitindo o funcionamento apenas de setores não-essenciais, até o retorno à normalidade de forma controlada. Jundiaí, assim como as demais cidades da região administrativa de Campinas, está na fase 2 da retomada que permite a abertura de comércio de rua e shoppings, entre outros, mas não permite a volta dos serviços de beleza.

André Schiavan tem protocolo pronto desde curta retomada em abril


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