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Serviços e indústria lideram contratações

SIMONE DE OLIVEIRA | 06/12/2019 | 05:00

Depois de três anos em queda, de 2015 a 2017, o número de vagas em Jundiaí teve uma saldo importante a partir de 2018 e permanece até hoje. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), dispositivo legal instituído pelo Ministério do Trabalho e Emprego para controlar admissões e demissões dos trabalhadores sob o regime CLT, mostra que, nos dez meses deste ano, os setores com maiores saldos foram serviços, com 1.534 vagas, seguida da indústria, com 502 postos de trabalho, num total de 2.114; em 2018, foram 2.485 vagas positivas.

Números importantes e que ajudam no orçamento municipal. É o que comenta o diretor do Departamento de Planejamento, Gestão e Finanças da Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Gestão e Finanças, José Roberto Pellizzer. Segundo ele, ainda há muito a avançar, porém os números apresentados refletem uma recuperação nos setores.

“É uma recuperação tímida se compararmos com os empregos informais e com as microempresas abertas nos últimos anos, porém mostra que a formalização e as carteiras assinadas ainda estão em evidência”, diz o diretor.

Estabelecimentos como barbearias, oficinas mecânicas, hospitais e salões de beleza ajudaram na elevação dos números, justamente por formalizar seus empregados. “Para as pessoas, é socialmente importante ter um registro em carteira”, comenta.

Além da indústria e dos serviços, o comércio tem números importantes. E a aproximação do período de festas de final de ano ajudaram a reforçar os dados.

Quem conseguiu uma oportunidade sabe da importância de ter o registro. É o caso da vendedora Amanda Evelyn Biguetto Pelay, de 19 anos, que há dois anos teve sua carteira assinada pela primeira vez.

Para ela, a oportunidade de ter o registro é a garantia de direito como férias, 13º salário e a comprovação da experiência na área. “Eu acho importante a gente estar assegurada de alguma forma. Garante minhas férias e alguns recursos”, diz

Segundo Pellizer, os saldos negativos apontados entre 2015 e 2017 pelo Caged refletem a recessão em todo o país durante o período, mas, quando os saldos se tornam positivos, isto gera uma cadeia de melhorias em toda a cidade.

PELO PAÍS
O Brasil gerou 70.852 empregos com carteira assinada em outubro, de acordo com números do Caged. Em outubro, o país registrou 1.365.054 contratações e 1.294.202 demissões. Foi o sétimo mês consecutivo em que as contratações superaram as demissões no país.

De acordo com informações do Ministério da Economia, esse foi o melhor resultado para meses de outubro desde 2017, ou seja, em dois anos.


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