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Setor imobiliário surpreende em vendas e financiamentos bancários

MÁRCIA MAZZEI | 11/07/2020 | 05:00

Jundiaí parece seguir o mesmo bom desempenho do Brasil, ao revelar em pesquisas com incorporadores e imobiliárias que maio superou em vendas o mês de abril e junho foi considerado o melhor do ano até aqui. Os dados são da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi).

Também em expansão, os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 7,13 bilhões, com crescimento de 6,5% em relação ao mês anterior e de 8,2% comparativamente ao mesmo mês do ano passado.

O vice-presidente de Marketing e Inteligência de Mercado da Proempi, Eli Gonçalves, explica que o setor imobiliário e da construção civil costumam representar de 10% a 12% do PIB Brasileiro. “Em 2019, o PIB da construção, com aumento de 1,6%, foi maior que o geral, com 1,1%. Como o setor da construção/imobiliário possui uma das maiores cadeias produtivas da economia, o melhor resultado no imobiliário gera um círculo virtuoso que reaquece o início desta cadeia, gerando mais empregos e receita para diversos negócios que a compõem”, diz.

Nos primeiros cinco meses de 2019 e de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e à construção de imóveis avançaram 23,2%, atingindo R$ 34,08 bilhões, registrando nessa base de comparação, influência pouco expressiva do isolamento social.
O engenheiro civil, Luiz Rodrigo da Silva, de 36 anos, e a esposa Elaine Cristina de Castro, aproveitaram a boa fase do setor, para buscar o empréstimo da casa própria. Foram apenas 15 dias de espera entre o pedido de financiamento junto a um banco privado à liberação do empréstimo.

“Em plena pandemia, com vários setores da economia parados, não imaginava que conseguiria obter êxito”, comemora.
Gonçalves avalia como será os próximos meses na região que entrou na fase vermelha do covid no início de julho. “Pode haver alguma retração pelo período em que os estandes de vendas estiverem fechados, mas tanto incorporadoras como imobiliárias já se adaptaram bem com processos de comercialização remotos. Em um horizonte de médio prazo, até o fim do ano, devemos chegar a uma curva ascendente de vendas”, acredita.

DEMANDA

Um estudo realizado pela empresa de Inteligência de Mercado Imobiliário Saber Fazer, a partir de indicadores do Secovi do fim de 2019, Jundiaí apresentava a menor oferta de imóveis novos dentre todas as regionais da entidade. “De acordo com a demanda, é 1,3 unidades habitacionais novas para cada 1.000 habitantes”, diz Gonçalves.

Como referência no mesmo critério, a capital de São Paulo apresentou um estoque de 1,9 imóveis, Campinas, 2,6, Bauru, 3,7, São José do Rio Preto, 3,6, Sorocaba, 3,8, Piracicaba, 4,7 e Baixada Santista, 2,2. “Entre 2015 e 2018 Jundiaí sofreu duplamente com a crise econômica e a presença de um Plano Diretor bastante restritivo para o setor imobiliário que desencorajou os empresários a lançarem empreendimentos e, quando as incorporadoras voltavam a tirar projetos da gaveta, veio a pandemia e a cautela retornou.”

E completa. “As pessoas estão desejosas por investir, mas pouca são as ofertas disponíveis. Já há bairros em Jundiaí com aumento de preços superiores a 2% em menos de 1 mês durante a covid-19”, adianta o representante da Proempi.

 


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