Jundiaí

Setores da economia esperam retomada


MEI CARMELITO FERREIRA DE JESUS MICRO EMPRESARIO
Crédito: Reprodução/Internet
Representantes dos setores da indústria, comércio e serviços estão animados com a chegada do fim do ano – época em que a tendência de geração de emprego e renda é maior em virtude das comemorações e da liberação do décimo terceiro salário. O número de empresas abertas em Jundiaí acompanha a expectativa. Os números de 2019 são praticamente idênticos ao do ano passado, faltando ainda mais de dois meses para o encerramento do ano. De acordo com a Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Jundiaí (UGDECT), até agora foram abertas 5425 empresas na cidade, ante 5439 em todo 2018. Isso significa que, todos os dias, 18 empresas em média são abertas no município. O crescimento também é notado pelo gestor de negócios do Sebrae Jundiaí, Tiago Antunes. “A gente vê um crescimento de entre 10 e 15% na modalidade MEI, o micro-empreendedor individual”. Hoje, o país tem 38 milhões de pessoas trabalhando na informalidade. “O MEI garante os direitos do trabalhador, como contribuição para a previdência, auxílio-doença e salário-maternidade”, enfatiza. Do total de empresas abertas até agora, quase a metade (48%) delas foi nesta modalidade (2.612). O número é quase o dobro do registrado em 2015, quando a cada cem empresas novas cadastradas, 28 eram MEIs. “O aumento do número mensal médio de MEIs abertas, ano a ano, mostra que esse movimento é vigoroso, e que o empreendedorismo veio para ficar”, afirmam os diretores da UGDECT José Roberto Pellizzer e Julio Cesar Durante. O movimento também é sentido no comércio da cidade, que se prepara para contratações temporárias e um aumento no número de vendas. De acordo com o Caged (Cadastro geral de empregados e desempregados), 570 mil vagas deverão ser abertas até o fim de dezembro. “Estamos na expectativa de fechar mais um mês com saldo positivo de contratações. O movimento tende a melhorar”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomércio), Edison Maltoni. A indústria também se prepara para retomar os bons números. Até o fim do ano, o país terá aproximadamente 1 milhão de empregos gerados no setor. “A reforma da presidência foi o divisor de águas para que o crescimento seja retomado. A próxima etapa é a reforma tributária. O ideal seria concentrar os impostos e desburocratizar o processo industrial. A indústria é a última que sente o impacto negativo da economia”, pondera o diretor titular do Ciesp Jundiaí, Marcelo Cereser. Ideia virou negócio O professor aposentado Camelito Ferreira, de 69 anos, é o exemplo de modelo que deu certo na hora de empreender. Ele teve a ideia de construir bolsas coletoras de hortaliças para a agricultura familiar. “Comecei do zero e hoje já tenho encomendas dos três tamanhos para Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo”, comemora. Com o aumento das vendas e da produção, ele se prepara para transformar seu MEI em uma pequena empresa. “Quero ir na carona da retomada da economia”, finaliza.   [caption id="attachment_71273" align="aligncenter" width="800"] MEI
CARMELITO FERREIRA DE JESUS
MICRO EMPRESARIO[/caption]

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