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Uso de silicone industrial pode ser um risco à vida

VINICIUS SCARTON | 02/08/2018 | 10:05

O uso de silicone industrial para procedimentos estéticos é proibido no Brasil e especialistas reforçam que a sua utilização também não é liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A professora da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e cirurgiã plástica Danielle de Araújo Battistoni explica que os procedimentos injetáveis colocam em risco a vida de muitas pessoas, podendo acarretar em sequelas irreversíveis e, em casos mais graves, até a morte. “Hoje em dia é frequente observar a utilização do silicone industrial, o PMMA (ácido polimetilmetacrilato), e o hidrosol na região dos glúteos. No entanto, é importante salientar que não são recomendados em hipótese alguma”, afirma.

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Danielli também explicou que, entre os preenchimentos utilizados, os mais comuns empregam o ácido hialurônico e ácido polilático. “Porém, são usados em pequenas quantidades para preenchimentos em deformidades mínimas, como depressões da pele (celulites)”, diz. Caso a pessoa tenha o desejo de realizar um procedimento estético, a médica faz um alerta. “Procure um especialista habilitado e pertencente à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Busque referências. Afinal, tudo o que for muito milagroso é motivo de desconfiança”, comenta.

Em Jundiaí, a mulher trans Alicia Talman, 38, fez uso de silicone industrial há 12 anos e a aplicação foi feita de maneira clandestina, utilizando seis litros do produto pelo corpo. “Ao longo deste período, por sorte, não tive problemas de saúde. Mas conheci muitas pessoas que tiveram e até perderam a vida. Portanto, não indico a utilização. Creio que as pessoas devem procurar uma clínica especializada para este tipo de procedimento”, encerra.

Foto: divulgação

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