Jundiaí

Sindicatos não estão cobrando para homologar acordos


O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nova decisão, na segunda-feira (13), em que esclarece que acordos individuais de empresas para cortar salários e jornadas de trabalhadores têm efeito imediato, independentemente de posterior manifestação sindical. Com isso, cabe aos sindicatos apenas a leitura e homologação dos acordos. Milton de Araújo, presidente do Sincomerciários de Jundiaí e Região, explica que os acordos estão sendo analisados de maneira individual, e que os considera uma boa alternativa à crise. “A redução da jornada e do salário é uma boa saída para que o trabalhador não perca seu emprego e, na maioria dos casos, percebemos que tanto a empresa quanto o empregado estão dispostos a colaborar. Não é o momento para desavenças, mas sim para que todos trabalhemos juntos em busca da melhor solução. Percebemos que alguns contratantes tentam se aproveitar ou tirar algum tipo de vantagem do trabalhador, e nesse caso agimos, não aprovando o acordo”, comenta. O Sincomerciários esclareceu ainda que não cobra nenhum tipo de taxa, tanto para homologação quanto para outros procedimentos. Eliseu Silva Costa, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, afirma que os sindicatos que cobram por algum procedimentos são “picaretas”, e que o dever do sindicato é trabalhar em prol do trabalhador. “No nosso caso, estamos realizando as negociações via acordos coletivos, como no caso do adiantamento das férias coletivas. Hoje teremos uma nova reunião com empresas em que iremos discutir as reduções de salário e jornada”, afirma. Rodnei dos Santos, presidente do Sindae-Jundiaí, afirma que os trabalhadores do sistema de tratamento de água e esgoto da cidade continuam atuando normalmente, por se tratar de um serviço essencial à população. “A DAE S/A não tem conversado muito com o sindicato, mas ainda não estamos considerando as reduções de salário e jornada. Nosso pessoal que está na linha de frente segue no combate ao coronavírus, tanto na saúde como na segurança e no tratamento de água”, disse.

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