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Sindicatos reafirmam paralisação

FOLHAPRESS | 12/06/2019 | 20:24

Mesmo com uma liminar que obriga a manutenção das operações do Metrô e da CPTM na sexta-feira (14), em São Paulo, sindicatos reafirmam sua intenção de parar o transporte público na data. A greve, convocada pelas centrais sindicais em 1º de maio, tem como principal alvo a reforma da Previdência.

O Metrô conseguiu na Justiça Federal liminar para manter 100% do quadro de servidores nos horários de pico e 80% no restante. Já a CPTM conseguiu liminar para manter 100% do quadro durante todo o horário de operação.

Wagner Fajardo, coordenador do Sindicato dos Metroviários, diz considerar liminares como essas naturais e que, em audiência de conciliação, tentará reverter a situação. “Vamos argumentar que a liminar é impraticável, descaracteriza o movimento.”

Segundo ele, oferecer uma operação reduzida em vez de interromper toda a circulação de trens seria mais perigoso. A ação poderia causar tumulto devido a espera longa a qual obrigaria os passageiros.

Fajardo diz acreditar que a paralisação será maior do que as realizadas em 2017 contra a reforma do governo de Michel Temer (MDB).
“É esperado que as linhas 1, 2 e 3 sejam totalmente interrompidas”, diz Fajardo. Ele também diz que tentará convencer funcionários das linhas 4 e 5, operadas por consórcios privados, a parar durante o dia.

Luiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, diz considerar a obrigação de manter a operação inconstitucional. “Todo o movimento está mantido e teremos assembleia amanhã [QUINTA (13)] para organizar a greve”, diz.
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos diz estar tomando todas as medidas necessárias para garantir o transporte dos passageiros.

A pasta diz considerar o objetivo da paralisação ideológico e que conta com o bom senso das categorias para que não prejudiquem mais de 8 milhões de trabalhadores que dependem diariamente do Metrô e da CPTM. “No momento em que vivemos , esta greve contraria os objetivos do país, ao prejudicar a mobilidade de quem vive em São Paulo e precisa se locomover para trabalhar.”


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