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Solar do Barão passa por manutenção

DA REDAÇÃO | 17/11/2018 | 05:02

Quando a Unidade de Gestão de Cultura da Prefeitura de Jundiaí decidiu fechar o Museu Histórico e Cultural – Solar do Barão para reformas em sua estrutura elétrica em maio deste ano, ninguém poderia prever que um incêndio devastaria o acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro em setembro. Não tivesse a prefeitura tomado a decisão, a memória jundiaiense poderia, cedo ou tarde, ter tido o mesmo fim trágico.

A consideração é do gestor de Cultura, Marcelo Peroni, que, com o aval do prefeito Luiz Fernando Machado, decidiu pelas reformas emergenciais para evitar iminentes problemas no quadro elétrico do equipamento cultural. “Além de uma caixa de entrada de força defasada, toda a fiação passava por seu forro, com cabos de pouca espessura, sem canalização e em rede única. Isso alimentava as tomadas e as lâmpadas incandescentes. Ou seja, o cenário ideal para uma tragédia, ainda mais com a dissipação de calor num espaço repleto de madeira. Decidimos que era de realizar as manutenções necessárias e elas acabaram se tornando referência no cenário museológico do país.”

O espaço já ganhou nova caixa de força e substituição do cabeamento para fios de 25 milímetros. Com a eliminação do cabeamento sobre o forro, onde mantêm-se somente as redes canalizadas necessárias para iluminação, os fios foram enterrados, com indicação de trajeto, e os circuitos foram individualizados. Além disso, os jardins ganharam caixas de inspeção de rede e novos refletores nos jardins, que, juntamente, com a iluminação da fachada externa, passam a ser acionados automaticamente.

“Outras medidas importantes foram as trocas para lâmpadas de LED, que apresentam consumo 90% inferior de energia e não têm dissipação de calor, e a instalação de um sistema de som permanente para o Museu”, explica Peroni, que adianta a utilidade da novidade já para o dia 1º de dezembro, quando uma apresentação de corais na janela irá abrir a programação do aniversário dos 363 anos de Jundiaí.

Economia
As obras foram inicialmente orçadas em até R$ 180 mil, mas vão custar R$ 40 mil aos cofres públicos, graças aos materiais fornecidos pela Associação das Irmãs São Vicente Paulo Gysegem, proprietária do imóvel, e pelo emprego de mão de obra de servidores da própria pasta. A partir da próxima semana, o equipamento passará pela manutenção completa do telhado.

Como as telhas e o madeiramento também foram doados pela proprietária, a economia chegará a outros R$ 35 mil. Também serão realizadas as pinturas das áreas externas e internas do museu e o primeiro lote de peças de seu acervo museológico foi enviado para restauração.

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