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Sonhos motivam haitianos para o mercado de trabalho

| 20/10/2014 | 21:03

Há quase dois anos longe da esposa e da filha pequena, o haitiano Dieugrand Clenord, de 40 anos, conhecido como Diego entre os brasileiros, mora em Jundiaí desde que chegou ao País, no início de 2013. Além de trabalhar como ajudante de carga e descarga em um depósito da cidade, hoje frequenta semanalmente as aulas de língua portuguesa para estrangeiros no Centro Scalabriniano de Promoção do Migrante (Cesprom), no bairro Colônia.

“Quero falar bem o português, arrumar um novo emprego e trazer minha família para morar comigo”, diz, com lágrima nos olhos e um português já compreensível. Assim como ele, o colega Antony Jeune, 24, faz o mesmo curso para atuar como segurança patrimonial, profissão que exercia antes de deixar o Haiti. “Nós precisamos mostrar que servimos para diversos tipos de trabalho, e não só para a construção civil”, argumenta, em tom de desabafo.

Junto com os dois aplicados alunos, mais vinte haitianos participam das aulas de língua portuguesa durante as quintas-feiras. Dirigente do Cesprom, a irmã Maria Cleia Franca Santos admite que a iniciativa foi adotada para proporcionar aos haitianos a adaptação no País. “Nossa missão é cuidar dos migrantes e, no caso de estrangeiros, permitir que eles também tenham chances de conduzir suas vidas.”

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