Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Superação é palavra-chave na vida das pessoas com síndrome de Down

FELIPE TOREZIM - ftorezim@jj.com.br | 21/03/2018 | 04:21

Os pequenos Matheus de Brito e Bruno Benacchio não se conhecem. As mães Iracema de Brito e Andrelisa Benacchio também não. Mas quis o destino que as histórias dessas famílias fossem cheias de coincidências. Os meninos nasceram com síndrome de Down – condição causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células – e a palavra que guia diariamente essas famílias é superação.
Hoje, com apenas quatro anos de idade, Bruno se desenvolve muito bem. Ele fala nomes, idade, entende o lhe falam e interage com todos. “O  Bruno é uma criança amável, carinhosa, tranquila e sapeca como uma criança na idade dele costuma ser”, diz a mãe Andrelisa, de 44. “Ele frequenta a escola, onde há integração com todos os alunos. Adora natação, capoeira e música”, completa a mãe.

A instituição Bem-Te-Vi conta, atualmente, com 112 assistidos até os 54 anos (Foto: Rui Carlos)

A instituição Bem-Te-Vi conta, atualmente, com 112 assistidos até os 54 anos (Foto: Rui Carlos/JJ)

As terapias na Bem-Te-Vi, que estimulam a coordenação motora, têm ajudado o pequeno Matheus a se manter focado. (Foto: Rui Carlos/JJ)

As terapias na Bem-Te-Vi, que estimulam a coordenação motora, têm ajudado o pequeno Matheus a se manter focado. (Foto: Rui Carlos/JJ)

Andrelisa acredita que a convivência com Bruno é um aprendizado diário. (Foto: Rui Carlos/JJ)

Andrelisa acredita que a convivência com Bruno é um aprendizado diário. (Foto: Rui Carlos/JJ)

E mesmo com tão pouca idade, Bruno já passou por muitas coisas. A mãe lembra que ele nasceu prematuro e ficou mais de 30 dias internado para ganhar peso. Aos cinco meses, precisou passar por uma cirurgia de correção cardíaca. “Ele é um guerreiro. Conviver com o Bruno fez todo mundo crescer. Todo dia nós aprendemos, evoluímos e nos superamos juntos”, avalia Andrelisa, que contou ter sofrido muito no começo, já que era tudo muito novo e a família achou que não teriam condições de oferecer o melhor para ele. Mas com orientação necessária surgiu o conhecimento necessário. “A melhor maneira é aceitar, entender e oferecer métodos para ele evoluir, respeitando e estimulando no tempo dele, acreditando que ele é capaz. Ele realmente é, e poderá chegar onde quiser”.

Dois anos mais velho, Matheus também é muito arteiro. Segundo a mãe, Iracema, ele mexe em tudo, adora correr, assistir TV, mexer no celular, jogar bola e, principalmente brincar de carrinho. “Ele vai à escola e o jeitinho dele encanta a todos. Ele tem vários amiguinhos, alguns vão brincar em casa e eles se divertem”, conta. Com tanta agitação, a mãe lembra como ele melhorou na parte disciplinar. “Ele está muito mais focado de um tempo para cá. Sempre aprende coisas novas e cada degrau que sobe é uma emoção muito grande para mim”.
Assim como Andrelisa, Iracema também teve medo. “Eu não conhecia uma pessoa com síndrome de Down e aquilo foi um choque. Perguntava-me como poderia oferecer boas condições de vida e como cuidar dele para que ele não sofresse. Mas fui cercada de pessoas boas que me ajudaram com tudo e é por isso que ele evoluiu tanto desde então”.

Bem-Te-Vi
A instituição sem fins lucrativos conta com 112 assistidos, de zero a 54 anos. A fila de espera está com 20 pessoas. “Infelizmente estamos sem recursos para diminuir a fila. Recebemos R$ 20 mil por mês do convênio, mas gastamos R$70 mil nesse período, então fazemos eventos para angariar fundos”, conta a analista financeira Cristina Kroneis.
Para ajudar a Bem-Te-Vi, basta levar qualquer tipo de doação na sede da instituição, que fica na rua Paulo Eiró, 21, na Vila Santana II.


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/superacao-e-palavra-chave-na-vida-das-pessoas-com-sindrome-de-down/
Desenvolvido por CIJUN