Jundiaí

Telas e grades evitam acidentes domésticos durante o isolamento

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Crédito: Reprodução/Internet
A queda de uma criança do segundo andar de um apartamento em Jundiaí neste final de semana foi mais um episódio triste nos índices de acidentes domésticos. O menino de dois anos conseguiu escalar um colchão e subir na janela caindo de uma altura de aproximadamente 6 metros: não havia tela nas janelas. Apesar de passar bem, o susto foi grande para os pais e reacende a importância de manter as crianças seguras. Segundo o chefe da sessão de comunicação social do 19º Grupamento de Bombeiros de Jundiaí, o 2º tenente Alberto Mondin Neto, é importante que os pais redobrem a atenção em casa, principalmente para as crianças que tenham faixa etária até os 12 anos de idade. “Com a quarentena, as crianças estão em casa por um período maior e isso requer cuidados. Existem três tipos de acidentes domésticos com crianças que são mais frequentes, entre eles, as quedas, queimaduras e asfixia. As crianças têm a curiosidade aguçada e adoram brincar, mas nem sempre estão atentas ao perigo”, reforça. Ele ainda comenta que é importante o cuidado com o uso do fogão e o manuseio do álcool em gel. “No caso das queimaduras, deve-se evitar que a criança tenha o contato com a cozinha, principalmente com o fogão e o forno. É importante deixar os cabos das panelas para o lado de dentro. Agora com a pandemia, o álcool em gel é muito utilizado para higienizado, porém não sendo um produto com característica altamente inflamável, devemos ter cuidado”, alerta o tenente. Superfícies altas também são um perigo. Móveis e cadeiras podem ser escalados pelas crianças. “Para quem mora em apartamento é essencial colocar grades ou telas nas janelas e na varanda. Às vezes a criança vê alguma cena em um filme de super-herói e deseja brincar em casa da mesma forma. Para ela é apenas uma brincadeira, mas isso pode provocar acidentes gravíssimos”, completa o tenente Mondin. Para a moradora do 12º andar de um prédio, Tatiana Brito Ledezna, de 31 anos, mãe da pequena Júlia de apenas 5 anos, a segurança dentro de casa está em primeiro lugar. “Não dá para descuidar. Minha filha não é arteira, mesmo assim acho necessário tomar todos os cuidados para manter a segurança dela e para que possa brincar em casa sem perigo”, diz. Ela conta que mesmo antes de se mudar já tomou as devidas providências. Uma delas foi instalar telas em todas as janelas. Os cuidados começaram desde quando Júlia era pequena. “A primeira coisa que as crianças fazem é ir para janela, ver o que tem lá fora. Se escutam um barulho já correm olhar, essa proteção é essencial. Ela não tem acesso ao fogão. Os armários são suspensos e fico sempre de olho porque ter criança em casa exige de nós pais atenção e cuidados redobrados”, ressalta Tatiana. Na ocasião da queda, o garoto saiu do local em coma e, com auxílio do helicóptero Águia da PM, foi levado ao HC da Unicamp, em Campinas. Agora ele se recupera, mas permanece internado.  

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