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Torresmo e panceta ganham novas versões

SIMONE DE OLIVEIRA | 19/09/2019 | 05:02

Um vídeo viralizou na internet mostrando um empresário que renovou na aparência do torresmo que faz em seu bar e que tem atraído muitos adeptos. Um jeito diferente de chamar a atenção para um dos principais pratos servidos em bares e botecos e que agora ganha novas versões, mas sem perder o sabor inconfundível.

Na Capital, o ‘torresmo de rolo’, como tem sido chamado, não tem tantos segredos em sua fabricação ou no próprio sabor, mas a maneira como é apresentado tem sido a grande sacada dos proprietários.

Em Jundiaí, a novidade ainda não chegou, mas tem donos de bares e de botecos que renovam nas receitas dos seus produtos para atrair e fidelizar a clientela. O dono de um bar na Vila Rami, Adilson Felipe, o conhecido Camarão, apresenta sua ‘panceta rocambole’.

Ele conta que há quatro meses experimentou a receita e tem recebido elogios. “Primeiro eu pré-asso, coloco no forno e, em seguida, resfrio e depois frito. O sabor e a textura ficam diferentes e as pessoas têm elogiado muito”, diz o proprietário.

E por falar em sabor e aparência, quem vai ao bar do seu João Vitor Fonte, de 60 anos, dificilmente fica sem saborear um delicioso torresmo. As peças expostas na vitrine são de encher os olhos e a boca d’água. E não é para menos. Conhecido como o rei do torresmo, as peças unem crocância e maciez. São pelo menos 180 quilos vendidos na semana.

“As pessoas podem pegar por porções ou só uma para experimentar. Mas eu garanto que se experimentar não vão querer outra coisa”, comenta satisfeito.

Natural de Mossoró, Rio Grande do Norte, ‘seu’ João está em Jundiaí há 32 anos e sempre trabalhou com comidas nordestinas. Por isso se especializou, com técnicas próprias, a produzir o torresmo. “Sempre trabalhei com carnes e fazer o torresmo me deixa satisfeito porque sei que as pessoas gostam e voltam sempre.”

CORTES PRECISOS
Saber a diferença entre um produto e outro faz toda a diferença no preparo. Pelo menos é o que dizem os cozinheiros. O torresmo, por exemplo, é uma preparação culinária feita de pele de porco com gordura cortada em pequenos pedaços e frita até ficar crocante.

Já a panceta, ou barriga de porco, é uma das partes mais saborosas. O corte dá leveza a execuções simples e um toque especial a pratos refinados.

Com corte preciso com a tesoura, a panceta servida por Aparecido Martins dos Anjos, o Cido, tem sido o carro-chefe do bar. As compras das peças são feitas semanalmente para que o produto esteja sempre fresco. O resultado? Porções crocantes regadas com limão.

“Começamos a preparar estas porções há uns dez anos e o pessoal gostou tanto que não paramos. Não sei precisar quantas são por dia, mas posso garantir que é quase meia tonelada de carne suína que compramos por mês”, diz Cido, orgulhoso com o prato.

João Vitor, o rei da torresmo, diz que são 180 quilos de torresmo na semana

Com a tesoura, Aparecido dos Anjos, corta as porções de panceta para os clientes

A panceta rocambole é pré-assada, assada e depois frita, segundo Adilson Felipe


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