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Tríplice Viral: cobertura da vacina está abaixo da meta em Jundiaí

VINÍCIUS SCARTON | 05/07/2018 | 05:50

Diferentemente de muitos municípios brasileiros que estão com baixa cobertura vacinal contra a poliomielite e outras doenças, Jundiaí apresenta uma boa cobertura vacinal. Segundo levantamento da Vigilância Epidemiológica, a vacina com índice mais baixo na cidade é a tríplice viral (sarampo-caxumba-rubéola), com 88% de cobertura até maio deste ano. No ano passado, foi de 86,25%. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95% para todas as vacinas. O governo federal mapeou 312 cidades do país que não vacinaram nem 50% das crianças contra poliomielite em 2017. Em Jundiaí, no ano passado a cobertura contra pólio foi de 97%. Já este ano, até maio, o índice é de 95,52%, ou seja, dentro da meta, mas um pouco abaixo em relação a 2017.

De acordo com a Vigilância, a vacina tríplice demanda duas doses para imunização (aos 12 meses e 15 meses) e a pólio são três doses abaixo de um ano, com reforço aos 15 meses e aos 4 anos. A Vigilância salienta que mantém esquema especial de oferta de vacinas contra pólio oral, para, mesmo com a redução na dispensação por parte do ministério e Secretaria de Estado, atender a população em todas as unidades básicas de saúde. O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1989. Já o sarampo e a rubéola são enquadradas como doenças exantemáticas (doenças infecciosas com manifestação cutânea) e não há confirmação de casos na cidade desde 2016.

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O infectologista do Hospital Universitário e professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Saulo Passos, reforça a importância da população comparecer em massa nas unidades de saúde, a fim de verificar a situação vacinal, desde a mãe gestante até a quarta geração. Ele acredita que baixa procura no país está sendo motivada pelo esquecimento dessas doenças, que até então estavam sob controle, o que coloca em risco a saúde dos não vacinados. “É importante deixar claro que as vacinas são de boa qualidade e qualquer unidade de saúde está apta para atualizar o calendário vacinal. Portanto, faça sua parte, pois essas doenças em casos graves podem deixar sequelas irrecuperáveis e consequências para a vida toda”, alerta o médico.

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