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Troca de presentes movimenta comércio central da cidade

MARIANA CHECONI | 27/12/2019 | 05:00

O primeiro dia de abertura das lojas depois do Natal é para a troca dos presentes. A tradição se confirma na maioria dos estabelecimentos e em Jundiaí não é diferente. Na tarde de ontem muita gente aproveitou a folga para fazer as tradicionais trocas, mas é importante o consumidor se informar quanto à prática adotada por cada estabelecimento, pois no caso de substituição ou devolução de mercadorias em bom estado de funcionamento, por exemplo, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não estipula normas, as condições e prazos são definidos por cada lojista, exceto em relação aos produtos com defeitos.

O gerente de uma loja de calçados, Dener Mendonça, confirma o dia 26 de dezembro como o dia da troca. Ele conta que quase todos os clientes voltam trocar os produtos que ganharam no Natal. “O dia de mais movimento com certeza é 26. Após essa data diminuem um pouco as trocas e aumentam a procura para o Ano Novo”, afirma.

Ele ainda explica que apesar da pressa das pessoas em fazer a troca, o melhor período seria na semana após o Ano Novo. “Alguns clientes vêm até a loja trocar o produto e ficam irritados por não encontrar uma numeração diferente ou algo que agrade. O problema é que saímos de uma semana de vendas intensas, que é a anterior ao Natal, e precisamos esperar o recebimento de mercadorias novas”, afirma.

Acompanhado da família, Fagno Moura foi até uma loja de roupas para trocar um presente de amigo secreto. “Eu não gostei do presente. Tinha pedido uma camisa branca, mas acabei ganhando uma estampada. Sei que não vou usar, por isso é melhor trocar. Aproveitei para vir hoje mesmo para não perder a data”, conta.

Embora alguns clientes não achem o produto desejado, não foi o caso de Sueli Gonela, que ganhou de Natal um calçado de sua afilhada em um número maior do que ela usa. “Ela acertou no presente, só errou na numeração. Já aproveitei para trocar hoje mesmo e começar a usar”, brinca.

Segundo lembra outro gerente de calçados, Antônio Carlos Vicente, os produtos mais trocados foram camisetas e bermudas masculinas. “O movimento está menor que no ano passado por ser dia 26. Mesmo assim, quase todo mundo que entra na loja é para trocar presentes de Natal e amigo secreto”, conta.

Pela Lei
De acordo com o Procon, quanto ao valor da troca, deverá prevalecer o valor pago pelo produto, mesmo quando houver liquidações ou aumento do preço. Lembrando que, quando a troca é pelo mesmo produto (marca e modelo, mudando apenas o tamanho ou a cor), o fornecedor não pode exigir complemento de valor, nem o consumidor solicitar abatimento do preço, caso haja mudança entre o que foi pago e o valor no dia da troca.


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