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Uso de máscaras e de álcool gel requer certos cuidados

Édi Gomes | 26/03/2020 | 07:00

Neste período de isolamento social, em que o distanciamento auxilia na prevenção do coronavírus (covid-19), não se deve descuidar da higiene pessoal e principalmente da lavagem das mãos. Este cuidado deve ser rotina até mesmo no dia-a-dia e sempre com água corrente e sabão. Somente na falta destes dois itens, é que o álcool gel deve ser utilizado.

Esta é a orientação do médico infectologista do Hospital São Vicente de Paulo, Marco Aurélio Cunha de Freitas. “O álcool gel vem para substituir a lavagem de mão se não tiver água e sabonetes próximos. O produto ajuda quando não há sinais de sujidade. Água e sabão ainda são as melhores maneiras de lavar a mão”, orienta.

Uma outra mudança no comportamento das pessoas e observadas em Jundiaí é a utilização de luvas descartáveis. O infectologista alerta que não é indicado. “De uma forma geral para a população, não adianta muito. Ocorre a contaminação quando se fica muito tempo com elas. Luva a gente usa dentro de hospital. Fora do ambiente hospitalar, ela tem muita restrição”, afirma Freitas.

As máscaras descartáveis, assim como o álcool gel, que praticamente sumiram do mercado, também possui regras importantes a serem observadas e seguidas. “A máscara deve ser usada quando há contato com aglomerados de pessoas, quando elas conversam de perto, muito próximo que é tudo que a gente está querendo evitar. Usar somente em filas, onde há pessoas próximas de maneira inadequada ou no transporte coletivo. Neste caso a máscara ajuda”, pontua e ainda adverte que após o uso, ela tem que ser descartada e não deve ser nunca reutilizada.

Sobre as máscaras de tecido, que algumas pessoas estão produzindo devido à falta no comércio, o infectologista afirma que não tem comprovação científica da eficácia e nem liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As máscaras de tecido ainda não têm trabalho validado. Elas não servem ainda para comunidade científica. Não posso garantir que ela vai filtrar ou não. Pode até ser que funcione, mas não tem trabalho mostrando a eficácia disso, por isso não recomento. Não dá para recomendar, pois é um uso inadequado”, finaliza.

O período de uso máximo das máscaras descartáveis é de 4 horas, conforme normativa da Anvisa. Caso o usuário espirre ou tussa, a máscara deve ser substituída imediatamente, pois a umidade gerada permite possível contaminação.


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