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Vacinação de pólio e sarampo atinge apenas 73% do público-alvo

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI E LAÍS GREGO | 28/08/2018 | 05:20

A campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo pode chegar ao fim nesta sexta-feira (31) sem bater a meta proposta pela Prefeitura de Jundiaí, de imunizar 95% da população. Segundo a Vigilância Epidemiológica, até a última quinta-feira (23), 13.886 doses da vacina tríplice viral, contra sarampo-caxumba-Rubéola (SRC) haviam sido aplicadas.

O número corresponde a 72,6% da população entre um ano a quatro anos de idade (total estimado de 19 mil). Já contra poliomielite, no mesmo período, foram imunizadas 14.128 crianças, ou seja 73,9%. A campanha está em andamento desde o dia 4 de agosto com a realização do Dia D, no dia 18. As vacinas fazem parte do calendário de imunização das unidades básicas de saúde (UBSs).

A reportagem foi até a UBS da Vila Hortolândia na manhã desta segunda-feira (27) e, durante uma hora, apenas três pessoas apareceram à procura da vacina contra pólio. Juliana Bardi Cappelli levou o filho Leonardo, de 2 anos, para tomar a vacina da pólio na última hora. Ela conta que ele estava gripado e, na correria do dia a dia, quase esqueceu o prazo. “O controle da doença é muito importante. Os pais precisam ter consciência”, afirma.

Ellen Dal’Mora Vendrami também levou Eduardo, 2 anos, para ser vacinado. Ela não estava conseguindo conciliar seu horário de trabalho com os horários da UBS, por isso não procurou a vacinação antes. “Mas todo tipo de prevenção é muito importante”, opina.

Sarampo

A vacina contra o sarampo é feita para pessoas entre 1 a 29 anos a partir da tríplice viral, em duas doses, sendo que, para as crianças de 1 ano, as doses são aplicadas aos 12 e aos 15 meses. Nos adultos de 30 a 58 anos é necessário apenas uma dose. No Estado de São Paulo, a imunização é preconizada para adultos nascidos a partir de 1960, o que corresponde a pessoas de até 58 anos.

Anterior àquele ano, segundo orientação da Secretaria de Estado, a maioria das pessoas teve contato com a doença, portanto possui imunidade. Vacinas usadas no passado, como a dupla viral (sarampo e rubéola) e de sarampo, também são consideradas válidas. Portanto, quem apresenta a caderneta com o registro de uma das doses, não tem indicação.

Foto: Laís Grego

Foto: Laís Grego


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