Jundiaí

Venda de cestas básicas cresce 40%


A procura por cestas básicas apresentou um crescimento vertiginoso no último mês. Em alguns estabelecimentos, as vendas tiveram um crescimento de 40% em relação ao mês anterior. O proprietário de uma empresa do segmento, Edmilson de Medeiros Vaz, de 58 anos, sentiu no estoque e no caixa o crescimento desta demanda. “Estou recebendo pedidos grandes que chegam a sete mil cestas. Muitas empresas e até mesmo as prefeituras têm procurado os insumos para doar a quem precisa”, diz. O chaveiro Luiz Silva, de 63 anos, foi buscar uma cesta para sua cunhada. “Ela vive com um salário mínimo e, neste momento, uma cesta faz toda a diferença. Sabemos que não será um período fácil para muitos”, pontua o senhor, alegando que as cestas básicas ajudam a reduzir as despesas mensais. José Carlos de Sousa Almira, de 53 anos, é gerente de outra empresa de cestas básicas e alega que o crescimento das vendas é evidente. “A procura é por parte não só de empresas, mas também pelo consumidor final”, pontua. Segundo pesquisa local realizada pela equipe do JJ, uma cesta, com os principais mantimentos, como arroz, feijão carioca, café, açúcar, sal, óleo de soja e macarrão pode ser encontrada a partir de R$ 46. Algumas mais completas chegam a R$ 500. De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), a alta média dos preços de 20 alimentos de consumo cotidiano foi de 1,64% no último mês, reflexo natural da alta dos preços nos mercados. É o que conta a gerente comercial, Andrea Gurtler. “Priorizamos o fornecimento aos nossos clientes recorrentes e para as doações, trabalhando com preços de seu estoque, porém os aumentos oriundos da crise, como insumos e fretes, são uma realidade da pandemia”, diz.

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