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Vendas de Natal no comércio crescem 4%

Mariana Checoni | 28/12/2019 | 05:02

As vendas de Natal no comércio de Jundiaí aumentaram até 4% em comparação com o mesmo período em 2018, segundo pesquisa informal do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL). Para os lojistas ouvidos na pesquisa, as vendas foram consideradas positivas para a maioria deles. A projeção era de um crescimento de até 5%.

O Natal é a principal data comemorativa do varejo brasileiro. Neste ano, o gasto médio do presente ficou entre R$ 50 a R$ 80, de acordo com de 45% dos lojistas. Para 35%, o valor variou entre R$ 100 e R$ 250. Também foram registradas vendas com valores acima de R$ 400. Uma das constatações do levantamento foram as compras para família que chegaram na ordem de até R$ 2 mil em lojas de departamento.

Gerente de uma loja de cosméticos, Jaqueline Arcanjo confirma que as vendas foram muito melhores neste ano. “O pessoal está gastando bem mais. A semana do Natal foi muito boa para a loja, em relação ao ano passado. Agora as vendas tendem a diminuir por conta das festas”, conta.

A vendedora Thainá Marques conta que o produto mais procurado nesta semana são os protetores solares. “Tanto de corpo e rosto quanto os de boca. As pessoas vão passar o Réveillon na praia e compram esses cosméticos”, conta.  A abertura do comércio em horário estendido foi um fator favorável para estimular as vendas nesta época, segundo os entrevistados na pesquisa. Roupas, calçados, perfumes e cosméticos, brinquedos, chocolates estão entre os itens mais vendidos.

Cestas natalinas, vinhos, acessórios, livros e eletrônicos também tiveram boa procura.  “O resultado positivo nas vendas é reflexo da combinação de fatores indutores do consumo, como a liberação de saques das contas do FGTS, o décimo terceiro, a redução dos juros, inflação controlada e a retomada do mercado de trabalho”, avalia Edison Maltoni, presidente da CDL e do Sincomercio.

Ele reforça que a Black Friday influenciou o bom desempenho nas vendas de bens duráveis, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. “Apesar de a ação ocorrer em novembro, os consumidores aproveitam a data para antecipar compras no período que já fazem parte do consumo previsto para o Natal”, observa.

Apesar das vendas positivas, alguns lojistas, como Meri Bezerra, vendedora de uma loja de roupas, contam que, apesar do movimento intenso, as pessoas estão gastando menos. “Esse ano as pessoas estão gastando menos. Mesmo assim, os produtos mais procurado são as roupas de banho, agora que o verão e as férias estão aí”, afirma.

Oportunidade

Para Maltoni, os dias pós-Natal devem impulsionar o comércio com as trocas de presentes e venda de roupas, calçados e produtos para o Ano-Novo. “É a chance de os varejistas aproveitarem o momento para gerar novas compras, de conquistar aquele consumidor que foi apenas realizar uma troca de presentes”, orienta.

De acordo com levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), os gastos com as compras e celebrações do Réveillon, como viagens, ceia, clubes, saídas a bares ou restaurantes, deverão ser, em média, de R$ 300.

 


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