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Vinte e oito CEPs estão sem serviço de entrega dos Correios de Jundiaí

Niza Souza . csouza@jj.com.br | 29/12/2017 | 10:14

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Vinte e oito faixas de CEP em Jundiaí estão classificadas atualmente como área de restrição, onde os Correios não fazem entrega de encomendas e cartas registradas. A estatal não informa quais são essas localidades, mas um levantamento feito pela reportagem do Jornal de Jundiaí Regional mostra que os bairros mais afetados são Jardim Tarumã, Jardim São Camilo, Vila Aparecida, Morada das Vinhas e Parque Centenário, destinos “temporariamente sem entrega domiciliar”. Nesses bairros, os moradores recebem um “aviso de chegada” com informações do objeto postal e precisam se deslocar até o centro de distribuição dos Correios indicado no aviso para retirada.

A restrição afeta a vida de pelo menos 20 mil pessoas. Como Fernanda Fausto Lira, moradora do Jardim Tarumã. Ela conta que tem o hábito de fazer compras pela internet e toda vez precisa se deslocar até os Correios para retirar o produto. Esta semana, ela teve de ir até o centro de distribuição na Colônia. “A gente paga o frete quando faz a compra e não recebe o produto em casa. Tem que gastar para vir buscar. É um transtorno”, lamenta.

O gerente de lavanderia Edilson Souza da Silva, também morador no Jardim Tarumã, reclama ainda da dificuldade de pegar correspondências registradas, principalmente pelo horário restrito. “O centro de distribuição funciona das 13h às 16h. A gente trabalha e é difícil conciliar”, diz. “Sem contar que é um serviço cobrado que não é feito. Nem o Sedex 10 chega em casa.”

Além das áreas de restrição, o levantamento, feito com base nas informações fornecidas no site dos Correios, também aponta que quase metade dos bairros pesquisados está, atualmente, sujeito a “condições especial de entrega, que será realizada com acréscimo de até sete dias úteis ao prazo regular”.

Violência
Em nota, a estatal explica que as medidas adotadas para cada região levam em consideração o histórico de delitos cometidos contra os Correios. Periodicamente, afirma, realiza estudos para verificar se as condições de segurança voltaram à normalidade. A empresa informa que, dependendo do nível de criminalidade, a entrega pode ser feita com prazo dilatado (dia de postagem mais sete dias úteis), com escolta armada ou por entrega interna (objeto deve ser retirado na unidade dos Correios). No último caso, é deixado um aviso ao destinatário, com informações para retirada.

Os Correios ressaltam, contudo, “que o problema de violência foge da governabilidade da empresa”. “Crimes contra a empresa colocam em risco a segurança dos empregados e dos clientes. Há, inclusive, um acordo de cooperação com a Polícia Federal para mapear quadrilhas, seu modo de atuação e, por consequência, realizar ações e apreensões de criminosos que praticam crimes contra os Correios.”

Questionada sobre as estatísticas, a empresa diz que, por se tratar de assunto relacionado à segurança, não divulga números.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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