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VoaSP anuncia voos 24h e redução do valor do combustível

ARIADNE GATTOLINI | 09/06/2019 | 05:00

O Consórcio VoaSP, que administra o aeroporto Rolim Amaro, de Jundiaí e mais outros quatro no Estado, anunciou investimento de R$ 2,5 milhões em Jundiaí, através de financiamento do DesenvolveSP, que prevê ainda aporte de R$ 8 milhões para o ano que vem.

Com os recursos, o aeroporto começa a operar por instrumentos e fica apto a voos noturnos a partir do segundo semestre. Além disso, ele recebe sinalização PAPI (Precision Approach Path Indicator) na cabeceira, para maior segurança. Com a nova operação e voo 24h, a intenção é que Jundiaí sedie o controle aéreo remoto dos demais aeroportos.

Atualmente, com 22 hangares, o principal deles de manutenção da TAM, o terminal de passageiros receberá nova roupagem. Projetos futuros alçam expectativa em relação à parceria entre a TWO (com os monomotores Caravan) e a aviação comercial, integrando os voos cidades-polo e interior. A principal aposta da empresa com a integração está em Itanhaém, com a criação de novos hubs.

Os investimentos foram anunciados em meio a críticas em relação à atuação do Consórcio VoaSP, que escolheu Jundiaí como sede, há sete meses, desde que assumiu a operação. Um dos principais críticos, a Associação dos Arrendatários e Usuários do Aeroporto de Jundiaí chegou a questionar na Justiça o preço cobrado pelo combustível no local, afirmando que os hangares estavam optando por abastecer em outros aeroportos.

O presidente do Consórcio VoaSP, comandante Marcel Moure, concorda que houve falhas na política de combustíveis da empresa e anunciou um novo parceiro, a Air BP Combustível, com redução do valor e preço final em torno de R$ 4,80 do querosene de aviação e R$ 8,20 da gasolina, a partir de 1º de julho. Segundo a empresa, a redução foi garantida através de contrato direto com a distribuidora. “O preço do combustível será um dos mais competitivos do estado de São Paulo”, afirma Marcel.

O executivo afirma que, com o novo parceiro, o aeroporto recebe o título de primeiro aeroporto verde do Brasil, pois o combustível é carbon off sett, ou seja, com redução de carbono. “Preocupados com o meio ambiente e sustentabilidade, criamos a política de neutralização de carbono.”

Com a mudança da privatização, Moure afirma que é normal readequar contratos dos locatários, bem como receber críticas. “Temos que colocar nossos contratos sob as regras do mercado, que estavam sob a alça governamental desde então.”

A privatização traz ainda uma realidade que modifica o entorno do aeroporto, com a criação de mais serviços. “Em todo o mundo, a operação se torna viável através de serviços.” Um novo pátio está sendo construído para a hospedagem de aeronave. Nos projetos do VoaSP, há a previsão da construção de um ecohotel ao lado do aeroporto, em parceria com a ONG Mata Ciliar, situada em área ao lado do aeroporto.

Em relação à segurança, Jundiaí sediou há três meses o primeiro simulado aéreo do país, que envolveu 22 instituições. “Estamos investindo em segurança e queremos trazer o movimento do Campo de Marte para cá”, afirma Moure.

arcel Moure anuncia obras de sinalização PIPA na cabeceira da pista do aeroporto de Jundiaí, sede da VoaSP


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