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Você sabe quais os cuidados tomar na soltura de fogos de artifício? Veja algumas dicas

VINÍCIUS SCARTON | 07/06/2018 | 16:30

Mais de 5 mil pessoas entre 2008 e 2017 foram internadas no Brasil em decorrência do uso inadequado de fogos de artifício. O número foi divulgado após levantamento do Conselho Federal de Medicina, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. O levantamento mostra também que, nos últimos 21 anos, o Brasil registrou 218 mortes por acidentes com fogos de artifício, sendo 84 na região Sudeste. Além disso, a utilização inadequada ainda provoca queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputações de membros, lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas. A proximidade das tradicionais festas juninas alerta para o problema, que é mais comum nesta época do ano. O 1º tenente-chefe da Comunicação Social do 19º Grupamento de Bombeiros, Gustavo Brunheroto Gennari, reforça o perigo e riscos no uso inadequado desse tipo de material. Ele frisa que as crianças não devem brincar com fogos e nem bombas. “Exceto aquelas com baixo poder ofensivo e sob supervisão dos pais e responsáveis”, pondera. Segundo o oficial, a soltura de fogos deve ser feita em locais abertos, longe de aglomerações de pessoas, seguindo a orientação do fabricante do produto. “Em caso de acidentes, o serviço de emergência do Corpo de Bombeiros está à disposição pelo telefone 193”, afirma.

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Nos casos de queimaduras, Gennari ensina um procedimento simples. “Deve-se usar água corrente ou soro fisiológico, que podem amenizar a dor no momento da queimadura. No entanto, é importante evitar fazer algum tipo de curativo, pois o procedimento será realizado pela equipe de emergência no local da ocorrência.” Sobre a comercialização e armazenamento do fogos de artifício, Gennari lembra que os estabelecimentos devem estar regularizados perante aos órgãos públicos e com as devidas licenças em dia. “Os produtos devem atender as normas técnicas de fabricação.” O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí, ainda não teve registros de atendimento por este tipo de causa neste ano. “Porém, em junho do ano passado ocorreram dois casos de queimaduras em decorrência da utilização de fogos de artifício”, diz a gerente de enfermagem do HSV, Grace Daiane Silva de Campos. Sobre o atendimento, a profissional informa que o paciente passa por uma avaliação médica. Dependendo do nível da queimadura, é necessário fazer curativos. Senão, o médico apenas orienta e prescreve um medicamento. “Além disso, fazemos o acompanhamento e evolução do paciente”, explica.

CASA DE FOGOS
Proprietário de uma casa de fogos em Jundiaí, Lucas Buiochi afirma que toma todo o cuidado na comercialização. “Estou sempre enfatizando as recomendações que seguem na caixa do produto, o manual de instruções e também sobre o banner explicativo. Além disso, faço questão de conversar com cada cliente”, afirma. Mesmo com a proximidade das festas juninas, Lucas informa que a procura por fogos de artifício ainda está baixa. “No entanto, as bombinhas de chão, os estalinhos, e a chuva de prata estão saindo mais nesta época, que neste ano coincide com o período da Copa do Mundo, sendo que muitos estão focados em decorar as ruas”, avalia.

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí


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