Opinião

Borbulhas a João Batista


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ARTICULISTA GLAUCO GUMETATO RAMOS ADVOGADO
Crédito: divulgação

Jurista importante, João Batista Lopes é professor da PUC/SP, embora tenha se formado no Largo São Francisco. Ele e Vicente Greco Filho são egressos da mesma turma. João Batista foi juiz de carreira até ser promovido ao 2º Tribunal de Alçada Civil, incorporado ao TJ de São Paulo, em 2005. Aposentou-se como desembargador. Vive lá na capital.

Parte de sua história está ligada a Jundiaí. Há quarenta anos ensinou no primeiro curso de pós-graduação oferecido pela Faculdade de Direito Padre Anchieta. Era o início da década de oitenta. Por dois anos, aos sábados, aqui estiveram ele, Cândido Rangel Dinamarco, Kazuo Watanabe e Donaldo Armelin. Quarteto de notáveis que ministrou o curso de pós em direito processual civil em nossa Fadipa. João Batista e Donaldo eram professores da PUC/SP. Cândido e Kazuo eram da USP. Nomes "fortes" nesse ramo do direito.

Fui aluno do professor João lá na PUC/SP, quando cursei matérias no mestrado. O fato de eu ter sido seu aluno e de ele ter estado aqui na Fadipa, nos anos oitenta, aumentam minha reverência por sua pessoa. Há algo mais. Liga-me afetivamente ao professor João, um outro tema de seu domínio, o vinho.

Era maio de 2015 e estávamos em Belo Horizonte. Na sequência de certo compromisso na OAB de Minas Gerais, jantávamos num restaurante árabe. Descobri no cardápio um vinho tinto produzido no Líbano. Mostrei ao professor João e ele aceitou o meu desafio de pedirmos aquela garrafa. Que surpresa! Alguns colegas que nos acompanhavam também o provaram. A surpresa foi reconfirmada. Pedimos a segunda garrafa. Pedimos a terceira. Ao pedirmos a quarta o simpático garçom que nos ajudava disse que havíamos bebido as últimas do vinho libanês. Enfim, foi um achado.

Dia desses o professor João tomou conhecimento de um texto meu publicado aqui no JJ, algo sobre vinho. Na sequência, fez contato comigo via redes sociais. Sugeriu-me escrever sobre o vinho espumante.
Reza a lenda que ele e a professora Maria Elisabeth, sua esposa, mandam viras caixas de seus espumantes lá da região Sul, de Garibaldi e Pinto Bandeira, cidades gaúchas que despontam no Brasil quando o assunto é o vinho das fascinantes borbulhas. Tal como pequeninas pérolas de ar, elas escapam do fundo da taça com a esperança vã de alcançar o céu.

Aceitarei o desafio. Escreverei algo sobre o espumante, suas borbulhas, o nome que leva este vinho a depender da região em que é produzido etc. Também afirmarei que o espumante combina bem com feijoada, pizza, omelete e até com o glorioso "p.f.", o "prato feito", iguaria hoje valorizada por conta do elevado preço do arroz...

Por enquanto deixarei as "borbulhas a João Batista" subindo na taça por quinze dias, quando então voltarei a escrever neste Jornal de Jundiaí.

GLAUCO GUMERATO RAMOS, advogado. Professor da Fadipa, membro da Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas (AJLJ).


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