Opinião

A síndrome de crises

Vamos torcer para que as reformas e privatizações ainda ocorram este ano


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MESSIAS MERCADANTE DIRETOR ADMINISTRATIVO DA CAMARA MUNICIPAL ECONOMISTA
Crédito: divulgação

Os registros da história nos mostram, como que para uma reflexão mais profunda, que o mundo vem sistematicamente vivendo períodos intercalados e sistemáticos de crises e, naturalmente, também de normalidades e desenvolvimento econômico.

Apenas, para lembrarmos de crises globais que mais provocaram impactos, com efeitos perversos sobre todo o sistema econômico mundial, que resultaram em fortes quedas no PIB- Produto Interno Bruto; recessão e desemprego; drástica redução no fluxo do comércio internacional e empobrecimento das famílias, podemos citar: - A primeira guerra mundial - 1914 - 1918; A gripe espanhola em 1918, que vitimou cerca de 50 milhões de pessoas globalmente; A grande depressão mundial de 1929 - 1930; A segunda grande guerra mundial- 1939 - 1945; A primeira grande crise do petróleo - 1973 - 1974; A segunda crise do petróleo - 1979; A crise cambial dos anos oitenta; A crise do sub-prime dos Estados Unidos, Europa e Japão em 2007 - 2008 e, atualmente, a grande crise na saúde pública mundial, com a pandemia do novo coronavírus - covid-19 e seus nefastos efeitos sobre a economia global, com o contágio de quase 20 milhões de pessoas; mais de um milhão de mortos; a quebra e o fechamento de milhares de empresas em todo o mundo e um desastroso nível de desempregados, subempregados e desamparados em todos os países.

Em meio aos efeitos sombrios de todas essas crises, verificamos também o surgimento de novos valores socioeconômicos que mudaram e moldaram não somente o "modus vivendi" das famílias, mas, principalmente, a escala de valores e o surgimento de novos países líderes mundial, como os Estados Unidos da América; o fortalecimento da Europa, com a criação, em 1948, do Mercado Comum Europeu e, nos anos 80, com a criação de Eurolândia, com 19 países usando o Euro como moeda comum; a evolução tecnológica e econômica do Japão, após a segunda guerra e, como destaque, a evolução exponencial, legada por Mao Tsetung e Deng Xiaoping, que transformou a China como a segunda maior potência econômica mundial e principal berço das mais recentes transformações tecnológicas vividas nas últimas décadas.

Nesta etapa, com a covid-19, grandes transformações dos indicadores mundiais já estão ocorrendo: previsões do FMI - Fundo Monetário Internacional, indicam um crescimento médio da economia mundial em 2020 de (-) 4,8% e do Brasil, em (-) 5,8%. Com mais detalhes, os Estados Unidos com (-) 4,3% e, como um ponto fora da curva, a China que crescerá cerca de 1,9%. Com esses desempenhos é muito provável que a China assuma a posição de maior economia do mundo. No caso do Brasil, considerando a recuperação atual da atividade econômica, o desempenho negativo da nossa economia, deverá caminhar para o patamar previsto para a economia global, ou seja, (-) 4,8%.

Vamos torcer para que as reformas previstas e algumas privatizações ocorram ainda neste ano.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO
é professor da Unianchieta e gestor de desenvolvimento econômico, ciência e tecnologia da Prefeitura de Jundiaí

 


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