Opinião

ESPAÇO DO CIDADÃO


São Paulo e a preservação da democracia

Maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem 33.564.294 eleitores nas eleições municipais. Só na capital, o município com o maior eleitorado do país, são 8.986.687 eleitores aptos a votar, número que supera individualmente o eleitorado de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal. Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

A maioria do eleitorado paulista, considerando os 645 municípios do estado, é composta por mulheres (52,9%); já a faixa etária com maior número de votantes é a entre 30 e 39 anos (20,9%), seguida pela de 40 a 49 anos (19,26%), mesma proporção dos eleitores de 60 a 70 anos (19,26%). Borá, município que fica a cerca de 480 quilômetros da capital, tem o menor colégio eleitoral do estado, com apenas 1.061 eleitores.

O Estado de São Paulo tem uma histórica luta a favor da democracia, com os precursores da Proclamação da República, que se encontravam em Itu e passavam por Jundiaí, numa luta pelo que seria um novo exemplo de governo democrático no futuro. Historicamente, o Barão de Jundiaí teria sediado, em sua residência, na Praça Governador Pedro de Toledo, vários encontros que iriam destituir a monarquia no país e dar início à República.

Da mesma forma, foram os paulistas que se ergueram contra a Ditadura de Getúlio Vargas, pegaram em armas e, apesar de perderem a luta armada, foram os grandes vencedores na discussão sobre uma nova Constituição brasileira.

Ainda sem saber os resultados destas eleições municipais, importante é frisar que cada cidadão que saiu de sua casa ontem e foi votar está honrando sua história, seu país, sua Constituição. Sem o voto, seríamos marionetes de um sistema pouco representativo. São Paulo sempre deu o vigor a este país, mas nem sempre está representado igualitariamente na Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Por ora, parabéns aos jundiaienses e demais cidadãos que foram eleger seus representantes municipais, o principal elo de conexão entre o cidadão e o Estado. Que todos os eleitos saibam que eles não são prefeitos, mas estão prefeitos. Entrar para a história depende da idoneidade, justiça social e clareza no objetivo da sociedade.

Dalmo Braga Tavares de Camargo


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