Opinião

Retrocessos persistentes difíceis de mudar

Os novos prefeitos precisam ouvir para entrar nessa onda de mudanças  ambientais


divulgação
EDUARDO PEREIRA ARQUITETO
Crédito: divulgação

Perspectiva de retorno para uma sociedade ética e em evolução foi a grande notícia dessa semana, as eleições nos EUA demonstraram que os líderes das nações precisam ter na gestão uma relação humanística e democrática - o que foi interrompido flagrantemente no governo Trump, balizador do presidente brasileiro.

Agora mudou e que mude por aqui. Esperamos e torcemos que os eleitores tenham essa consciência e identifiquem amanhã candidatos com comportamentos democráticos e que nos represente bem como em todas as camadas da população: de gêneros, de negros, de desempregados, de idosos - em atenção e em ações de proteção - aos deficientes e aos portadores de Alzheimer.

Que a técnica se sobreponha ao impulso; que ouçam especialistas de todas as áreas do conhecimento contemporâneo. Precisamos das tecnologias, das pesquisas, dos planejamentos e das análises dos problemas antes da elaboração e execução dos projetos.

A retomada da cidade após coronavírus será difícil com desafios por conta do desemprego em grande escala. A saúde e a felicidade foram subestimadas por Trump e por Bolsonaro e, aqui na região, ao contrário dos dois, foi extremamente bem conduzida por alguns bons prefeitos e seus times de médicos e enfermagem competentes. Hospitais públicos que deram conta, mas teve no nosso atual governo federal o negacionismo, a ironia e ignorância, que até nos chamou de maricas.

Prefeitos e vereadores terão desafios de ações: pegar as máscaras, tirar as bundas das cadeiras e ir para rua ouvir, compreender, resolver e difundir seus planos e metas.

Os planos diretores, em cada nova gestão, são alterados. A crítica é para ver o que não foi feito do pd. Essa é uma avaliação necessária. 

A outra questão crítica é o que muda com os avanços da internet em relação a aplicação do plano que não são incorporadas.

Nos EUA, Biden e sua vice Kamala Harris já começam com metas e fazendo um passo por cada vez, ouvindo técnicos, cientistas, especialistas, economistas e médicos. Ao contrário de Trump que negou tudo e usou suas próprias razões.

Novos ventos vêm da América, trazendo do novo governo, mudanças para o tratamento de seu povo e ambiente. Aqui esses ventos ensinam o que novos prefeitos precisam ouvir e assimilar para entrar nessa onda boa de mudanças ambientais. Vote bem amanhã!

Eduardo Carlos Pereira

é arquiteto e urbanista


Notícias relevantes: