Opinião

Idiotas que nos governam

Como projetar um futuro sem idiotas federais se municipalmente elegemos cretinos?


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ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI
Crédito: divulgação

Ninguém perde ficando de boca calada. Dentro da pandemia da covid-19, vivemos uma epidemia de discursos idiotas de idiotas seniores e candidatos ao título. A começar de nosso presidente Jair Bolsonaro, líder da oitava potência econômica mundial e sexta maior população, quinto maior território com a maior biodiversidade, principal plataforma exportadora de alimentos, não para de vociferar asneiras.

Difícil escolher o maior despautério, de ameaças a pólvora a nosso maior parceiro comercial e maior potência bélica do planeta até pitos recorrentes ao vice-presidente, abnegados ministros e generais. Bolsonaro, resultado de voto útil, já que seu concorrente em segundo turno Fernando Haddad na verdade era o "longa manus" de um marginal aprisionado, terá que ser engolido, mas há limites.

Parece que o besteirol passa pelos principais comandantes do Brasil dentre os quais o presidente do Senado David Alcolumbre, presidente da Câmara Rodrigo Maia, juízes do Supremo Tribunal Federal com algumas exceções, alguns governadores a começar de João Doria. Parece que vale o "quanto pior melhor". Observando as campanhas municipais da região de Jundiaí me sinto à frente de algumas propagandas de circo de horrores. Mostrar-se uma aberração parece ser uma estratégia interessante para as urnas, e o que é pior, alguns candidatos, hoje eleitos, não precisavam encenar, são naturalmente assim.

A composição executiva municipal é a base da sociedade, está próxima àqueles que mandarão nas urnas. Como projetar um futuro sem idiotas federais e estaduais se municipalmente elegemos cretinos, aventureiros e aproveitadores?

Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Tiririca e todas outras caricaturas surgem à medida que as urnas municipais são negligenciadas. Não discuto o voto obrigatório, mesmo crendo que não é democrático, sempre discuto planejamento e investimento em educação.

A revisão do secular Plano Nacional de Educação e a garantia que o dinheiro chegue integralmente na base podem mudar todo desempenho do Brasil em três décadas e, dessa forma, poderíamos dar saltos exponenciais em todos índices econômicos e em consequência sociais. Enquanto não encontramos o caminho do aprimoramento da educação dos brasileiros, temos que nos concentrar em eleger melhor.

Sempre existem bons candidatos, que às vezes não dizem o que queremos ouvir, não prometem soluções mirabolantes, não estão tão próximos de nós e principalmente não são idiotas, falastrões.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI
é professor universitário e diretor de gestão e sucessão empresarial da Maxirecur Consulting, [email protected]


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