Opinião

Sérgio Luis Sampaio Teixeira

Inúmeras as tardes em que passávamos no recanto, ouvindo Ray Conniff


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HOMENAGEM DOUTOR JOSE RENATO NALINI NO FORUM
Crédito: divulgação

A vida é um suceder de despedidas. Perdi no dia 18 de setembro um amigo do coração. Sérgio Luis Sampaio Teixeira. Minha geração vai se lembrar de seus pais: Maximiliano Teixeira Filho, o "Seu Max" e de dona Lucy Sampaio Teixeira. Durante muito tempo, ela ensinou modelagem cerâmica para muitos jundiaienses. Eram três irmãos: Sérgio o mais velho, Ricardo e Marcelo. Este, para nós, uma criança.

Moravam à rua Senador Fonseca, onde sempre encontrávamos excelentes papos e às vezes uma feijoada. Numa delas, uma foto ficou na nossa memória. Era aniversário do Sérgio e lá estavam, dentre outros, Umberto Scarparo, Vadinho Coutinho, Flávio Della Serra, Taddeo Molina. Tinham também um sítio muito acolhedor, lá pelos lados do Horto Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Inúmeras as tardes em que passávamos naquele recanto, ouvindo Ray Conniff e a música preferida de Sérgio: "When Sunny gets blue".

Houve tempo em que namoramos três amigas e éramos inseparáveis. Sérgio, Beto e eu. Sérgio era o mais namorador. Derreteu alguns corações. Gostava também de nadar no Clube Jundiaiense e, não sei porque, um apelido "Simona", calcado em Wilson Simonal.

Sérgio foi o segundo presidente do TOP Clube - Trabalho, Organização e Progresso, uma espécie de agremiação de serviço, inspirado no Rotary Club e sob os auspícios do Dr. João Fernandes Gimenes Molina, um devotado patriota, sempre em busca de preparar a juventude para os desafios do porvir.

A família se mudou para São Paulo. Sérgio se casou. Perdemos contato, mas nos reencontramos. Cheguei a ir várias vezes à sua casa e passávamos horas rememorando aquela Jundiaí do nosso tempo. Todos se conheciam, a vida transcorria entre as sedes urbana e de campo do Clube Jundiaiense.

Recentemente nos reencontramos, porém no whatsApp. Ele tivera um AVC e me alertara sobre os efeitos dessa intercorrência. Trocamos mensagens e memórias. Prometemos nos ver depois da pandemia. Não deu tempo. Sérgio foi primeiro. Com certeza, estará à nossa espera, para retomarmos um convívio afetuoso que justificou nossa passagem por este planeta.

José Renato Nalini
é Reitor da Uniregistral e docente
da Pós-graduação da Uninove.


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