Opinião

A primeira de 2021


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ARTICULISTA EGINALDO ONÓRIO
Crédito: .

Chegamos ao Ano Novo e aproveito para desejar a todos e todas um ano repleto de boas realizações, sucesso, paz, prosperidade e muita muita saúde.

O ano findo foi muito atípico em decorrência da pandemia, da exacerbação da violência em todos os sentidos, da intolerância abrangendo genofobia, homofobia, religiosa, racista, discriminatória. O fenômeno trouxe a lume pessoas que se revelaram com olhos nazistas, intolerantes com quem convivíamos sem jamais imaginar que a visão desse grupo era nesse sentido.

O alivio é que essas figuras são em número muito menor e inobstante tal revelação e percentual não deixa de causar e deixar espanto!

Como disse em matéria outra, adoraria abordar nossos queridos leitores com fala mais amena e sem sensação de desconforto, surpresa, revolta, indignação, decepção porque vivemos em um País maravilhoso, com recursos naturais (clima, posição geográfica), ferramental jurídico inigualáveis, todavia uma Nação com os maiores índices de desigualdade que se tem noticia, sejam elas financeiras, educacionais, de gênero, étnico.

Dias atrás ouvi uma frase do Padre Júlio Lancelotti que há 35 anos direciona boa parte de suas atividades às pessoas em condição de rua em São Paulo, as quais, apesar da redundância, não tem onde morar e nessa, trilha disse, mais ou menos assim: São Paulo é o lugar com mais casas sem gente do que gente sem casa. Essa fala corrobora a matéria de hoje, onde muitos tem muito e muitos não tem nada. É o extremo do extremo!

Nessa ordem, sabendo que o Brasil confessa essa desigualdade abissal a partir da leitura do que consta no artigo 3º da Constituição Federal, estabelecendo, em especial no inciso IV: “ Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: [...] “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer formas de discriminação

Não se exige muito esforço para compreender o sentido desse dispositivo para confirmar o dever de promover o bem estar de todos o que, apesar da confissão expressa, infelizmente não despertou interesse em cumprir a Ordem Maior, vez que é ignorado nas três esferas de mando, permitindo o atual estado crítico em que nos encontramos.

Como disse linhas atrás o Brasil é muito rico, inclusive, na passividade de seu povo que não merece receber o tratamento entregue, chegando ao horizonte da suportabilidade que, se realmente transbordar, as consequências serão desastrosas.

O time não está ganhando. Logo, é o momento para mudar as regras do jogo, iniciando por não dar votos ao inimigo.

No ano que se inicia, abre-se expectativa de mudanças, preferentemente favoráveis à toda população e não apenas e exclusivamente a um reduzido número de pessoas. Que o espirito e mensagens de Natal, se transformem em realidade.

Eginaldo Honório é advogado


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