Opinião

Com as vacinas, um 2021 melhor

O mundo irá experimentar nova era de prosperidade com maior nível de humanidade


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MESSIAS MERCADANTE DIRETOR ADMINISTRATIVO DA CAMARA MUNICIPAL ECONOMISTA
Crédito: divulgação

Neste início de ano novo, escrever sobre a economia brasileira e suas perspectivas, nos remete, quase que automaticamente, a uma análise negativa e preocupante.

É recorrente, porém real, que temos 40 milhões de pessoas que se localizam abaixo da linha de pobreza, que vivem com cerca de R$ 3,00 per capita por dia e temos cerca de 50 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho.O dano catastrófico às famílias e a economia em todo o mundo foi e continua sendo implacável, afetando sobremaneira os países.

Mesmo com uma dívida interna do setor público (União, estados, municípios e empresas estatais) em torno de 91,4% do PIB - Produto Interno Bruto - e um orçamento público para 2021 com um déficit primário projetado de R$ 247 bi, no Congresso Nacional já se fala na volta do auxílio emergencial, para socorrer cerca de 60 milhões de pessoas desamparadas para que possam sobreviver minimamente com dignidade.

Fatos animadores vêm ocorrendo em todo o mundo com a marcha crescente de vacinados. Aqui no Brasil, deveremos iniciar ainda neste mês a vacinação.

Também na economia, tivemos, relativamente, desempenhos favoráveis em alguns setores, que indicam a possibilidade de continuidade favorável neste ano: o agronegócio deve ter tido um crescimento de cerca de 3,5%, com uma renda que superou R$ 1 trilhão; no comércio exterior, tivemos um superávit na balança comercial de US$ 51 bi; os juros básicos da economia - a Selic, de 2% ao ano, nunca esteve num patamar tão baixo, o que ajuda a economia; o investimento externo em ativo fixo em nossa economia, chamada de Formação Bruta de Capital Fixo, ficou em US$ 35 Bi e deverá crescer razoavelmente em 2021; a indústria cresceu 1,2% em novembro, o que já vem ocorrendo seguidamente há sete meses os investimentos em saneamento básico (tratamento de água e esgoto) já iniciados.

É sim possível acreditar que 2021 será bem melhor que 2020 e, o mais relevante, as vidas que serão preservadas com as vacinas.

Também é preciso acreditar que no pós-covid-19, o mundo deverá experimentar uma nova era de prosperidade com maior nível de humanidade.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO
é professor da Unianchieta e
consultor de empresas


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