Opinião

Aborto é assassinato

Na maioria das vezes falta bom senso, civilidade aos progressistas, excesso de direitos


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ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI
Crédito: divulgação

Aborto sempre foi assunto difícil e que divide opiniões em proporções desiguais, caso contrário sua legalização seria indiscriminada no planeta. Trata-se da interrupção precoce da gravidez, seja ela espontânea ou provocada, com a remoção ou expulsão de um embrião ou feto do corpo da mulher, resultando em sua morte. No caso da interrupção provocada, em sua maioria, os mesmos descolados e progressistas que defendem o fim do preconceito, o "bem-estar animal", que "vidas negras importam", que "mexeu com ela, mexeu comigo" são favoráveis ao aborto, ao assassinato de um ser humano, de uma criança indefesa no ventre materno, o que para mim e para a maioria das pessoas de bom senso é a mesma coisa. Que nexo faz esse comodismo criminoso patrocinado pela irresponsabilidade e falta de assumir os atos que a inteligência e o livre arbítrio nos obrigam? Deveriam ter mais responsabilidade, mais deveres e civilidade. Esses mesmos matariam uma criança algemada? Tenho que crer que sim.

Vejamos o caso de "Los Hermanos". Os Argentinos com o pretexto de defender os direitos reprodutivos, assim como os direitos sexuais, recentemente aprovaram o direito do aborto até a 14ª semana. As nações não morrem por crises econômicas, morrem por deixar a família, a religião e a educação de lado, colocam a civilidade no lixo, regatam extintos selvagens retornando a predominância do Código Babilônico de Hamurabi datado de 1770 a.C. com suas 282 leis incluindo a lei do talião, em resumo, "dente por dente, olho por olho". Tive grandes divergências no início da década de 1980 com o saudoso e irrepreensível Bispo D. Gabriel Paulino Bueno Couto, divergências essas no campo dos costumes da cidade, todas essas divergências aparadas com diálogo honroso que me fez evoluir como ser humano. Homem à frente de seu tempo fez a diferença na igreja Católica Apostólica Romana.

Certa vez, olhou nos meus olhos céticos e disse que nossas divergências eram simples, pois não tratávamos de provocar intencionalmente a interrupção da vida, que independente do nome que se dá era assassinato. Na maioria das vezes falta bom senso, civilidade aos progressistas, excesso de direitos, falta de deveres e obrigações. No Brasil a interrupção precoce da gravidez é considerada crime pelos artigos 124 a 128 do Código Penal. As exceções para que ocorra o aborto no Brasil são nos casos de estupro; quando a gravidez apresenta risco à gestante e a única forma de salvá-la é através da interrupção da gestação e em caso de bebês anencéfalos, mesmo assim divide opiniões. Voto em legisladores com fé e esperança que façam o melhor, não discuto leis, as cumpro, mas mesmo assim não concordo. A vida acima de tudo!

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI
é professor universitário, diretor de gestão empresarial e de sucessão familiar da Maxirecur Consulting, [email protected]


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