Opinião

A morte não é o fim

"Nascer, morrer, renascer ainda e evoluir sempre, tal é a lei"


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EDUARDO BATTEL
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Segundo a questão 153 do O Livro dos Espíritos: "Em que sentido se deve entender a vida eterna? R.: A vida do Espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna".

O Espiritismo nos ensina que somos espíritos que habitamos um corpo físico enquanto encarnados. Assim, quando desencarnamos, o que morre é apenas o corpo biológico e nós continuamos a viver em um uma das muitas dimensões que existem, pois o Espírito é imortal. Permanecemos lá por determinado período e retornamos novamente à vida física, e isso evidencia a infinita bondade de Deus.

É natural que fiquemos tristes quando alguém que gostamos retorna à pátria Espiritual, porém essa separação é apenas temporária. Pessoas partem antes de nós, assim como nós partiremos antes de muitos e esse é o ciclo da vida.

Quando pensamos em alguém que desencarnou, estabelecemos uma conexão e se estivermos com sentimento de revolta ou raiva pelo ocorrido, ele sentirá e sofrerá muito com isso. Conforme nos explica a questão 936 do O Livro dos Espíritos: "... uma dor incessante e fora de propósito afeta (Espírito)penosamente, porque ele vê, nessa dor excessiva, falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao progresso e talvez ao reencontro com os que ficaram". Devemos ter aquela "saudade gostosa", agradecendo a oportunidade de convivência enquanto encarnados e pelos momentos que passamos juntos.

Enquanto estamos dormindo, desprendemo-nos parcialmente do corpo físico e entramos em contato com o Mundo Espiritual. Encontramos e interagimos com muitos espíritos desencarnados. Então quando sonhamos com alguém, efetivamente nos encontramos com essa pessoa. Também podemos nos comunicar com eles através de médiuns, o trabalho de Chico Xavier é um grande exemplo disso.

No túmulo de Allan Kardec em Paris está escrito: "Nascer, morrer, renascer ainda e evoluir sempre, tal é a lei". Não é à toa que O codificador da Doutrina Espírita é também chamado de "O Consolador", pois todo esse conhecimento que foi passado à humanidade através dele nos conforta, ensina, orienta e nos ajuda muito em nossa jornada evolutiva.

EDUARDO BATTEL é médico urologista, expositor Espírita e coordenador da Liga de Medicina e Espiritualidade da FMJ


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