Opinião

Democracia 1x2 inferno

A pandemia drena recursos extras e precisamos modernizar, fazer a máquina reagir


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ARTICULISTA CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI
Crédito: divulgação

Democracia é o sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas onde vale a opinião da maioria e onde o povo deveria exercer a soberania. Surgiu na antiguidade clássica, em Atenas na Grécia, para designar a forma de governo que caracterizava a administração política dos interesses coletivos dos habitantes das cidades estados. Ela pode ser direta, como em Atenas, onde todos os cidadãos podem participar diretamente, apresentando projetos de leis e votando nos projetos apresentados por seus iguais e pode ser representativa que se apoia no parlamentarismo ou no republicanismo.

No Brasil, existem iguais que não são tão iguais e por vezes o candidato Jair Bolsonaro mencionou que "a forma que vinha sendo feita política não funcionaria nunca", ou seja, o velho "é dando que se recebe "nunca funcionaria e com essa e outras regimentou multidões e elegeu-se presidente do Brasil.

O Congresso Federal é formado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, ambas as casas são cercadas por interesses nem sempre republicanos. Ali transitam 81 senadores e 513 deputados divididos em partidos, bancadas temáticas, crenças comuns, interesses globais e os terríveis interesses pessoais... Cidade com milhares de servidores e um orçamento de cerca de R$ 11 bilhões, desde Juscelino Kubtischek mostra-se ineficiente por conta principalmente do distanciamento dos centros nervosos do País e das pressões populares. Nesses dias, Jair Bolsonaro acordou e percebeu que sem o presidencialismo de coalizão, ou seja, "é dando que se recebe", não daria um passo nas reformas estruturais que o Brasil necessita. Passou dois anos "correndo atrás do próprio rabo". Precisando a todo custo aprovar pautas de costumes e as indispensáveis reformas fiscal e administrativa, Bolsonaro resolveu gastar cerca de R$ 3 bilhões em emendas a partidos, deputados, senadores e grupos de interesses para eleger o presidente da Câmara dos Deputados (Artur Lira, PP-AL) e o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco, DEM-MG). Caso seja esse o custo das reformas julgo compreensível e barato para que o Brasil avance. A pandemia do C-19 vem drenando recursos extras da república e precisamos modernizar, fazer a máquina reagir, colocar o Brasil nos trilhos e depois, fazer desse País impermeável aos larápios engravatados. Creio que Bolsonaro fará um "gol de letra" e se reelegerá em 2022 caso finde as reformas aqui mencionadas.

CARLOS HENRIQUE PELLEGRINI
é professor universitário e diretor de gestão e sucessão empresarial da Maxirecur Consulting, [email protected]


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