Opinião

Sem a alegria das ruas e dos bares

Foi nestes dias de cinzas, que o pensamento buscou lembranças inesquecíveis


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COLUNISTAS GUARACI ALVARENGA
Crédito: divulgação

Muitas pessoas confundem os frequentadores dos blocos carnavalescos de rua e de bares como pessoas que abusam mais das bebidas do que a alegria de se divertir. Ledo engano. Nestes tempos, provou o isolamento, não a bebida, o quanto nos faz falta a alegria, a convivência social, o inquestionável reinado do Momo. Mesmo sem ter o Carnaval, os ingleses chamam, o depois do trabalho, a ida a um papo descontraído, de hora feliz. A troca de conversas do dia a dia. O abraço forte. As palavras animadoras. Aos tristes, a dose de alegria. Aos alegres, a dose dupla do ânimo. O humor contagiante. Como é gostoso e divertido se acercar de amigos.

Foi nestes dias de cinzas, que o pensamento buscou lembranças inesquecíveis. Os bares da noite. Ah! Os bares de então. Rei da Caipirinha do Nagana, o Record, do Fagundes e Metrópole ponto de encontro de futebolistas, Columbia, Royal, do Nim, onde se apostava numa "fezinha". O famoso Redondo, saboroso bolinhos de bacalhau. O Saveiro com suas cortinas vermelhas, que reluziam no copo do campari "on the rock". O Restaurante Dadá, o creme de aspargos, na madrugada fria do Urso Branco, o bar do Lula com seu incomparável sanduíche de pernil. O Mirim Dog com seus deliciosos lanches. A histórica A Paulicea. O aconchegante Shangri-la. O madrugador Zé do Papagaio. O nostálgico Bar da Vela do incansável Zinho. O Ponto Chic. A Lanchonete Brasília. O ETC. dos Napóes, Bar do Pepino, Vila Arens, Samburá, Cantina Portuguesa, Cantina Jundiaiense do filé com fritas.

E, ao abrir este álbum da memória, chegamos na página do Crystal Chopp. Rua do Rosário, 411. Ambiente que excitou as noites de Jundiaí. O charmoso Crystal era passagem e parada obrigatória. Sua porta aberta não só revelou, mas deu oportunidade, no seu palco, o prazer de se conhecer jundiaienses, de enorme talento musical. Hoje, acende-se uma luz sobre estes tempos de doces lembranças. O Jobim, Maria Cachaça, Chafariz e especial Palma, O Alemão da Marechal, os acepipes do Bacalhau do Barão, na Bela Vista, o Cazarins Bar na Vila Rio Branco, o bar do Baiano na Teffé. O Tequila. O divertido Natura, O Bar do Pedro no Mercadão. Bar do Du na rua do Retiro, O "Sujinho" na Vila Progresso, O XiqueXique na Colônia, o bar da Bocha na Ponte São João, olha o João Potranca no Medeiros, o Toa Toa no Jardim Cica, o Raul do Engordadouro, Bar do Tu na Vila rami. A mesa simples, o papo descontraído, o saboroso petisco, o doce aperitivo, Não há modismos, nem melindres. Como dizia Gonzaguinha: "Mesa de bar é lugar para tudo que é papo da vida rolar, para João Bosco: "onde todos se encontram contando mentiras para suportar". Para mim, simples mortal o lugar onde encontrei as minhas melhores amizades. Mesmo em tempos de triste pandemia, um afetuoso brinde a todos.

GUARACI ALVARENGA é advogado


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