Opinião

Caminhar com a inovação

A tendência é que essas moedas venham a substituir a moeda manual


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MESSIAS MERCADANTE DIRETOR ADMINISTRATIVO DA CAMARA MUNICIPAL ECONOMISTA
Crédito: divulgação

No tempo presente é cada vez mais verdadeiro afirmar que a "inovação" é a mais importante determinante de mudanças estruturais e socioeconômicas, que define o sucesso ou fracasso de uma organização; de um novo empreendimento; de uma gestão pública e de relacionamentos comerciais, diplomáticos e, por fim, mais ainda não conclusivamente, de planejamentos estratégicos nos setores Público e Privado.

Nesta etapa da 4ª Revolução Industrial, já iniciada a 5ª Revolução, o avanço da Tecnologia 5G; da internet; robótica e a presença dos algoritmos e outros importantes avanços, é preciso estar muito atento as suas evoluções, deixando a elas um permanente espaço de atenção, em meio ao esgotamento do nosso tempo com trabalho, estudos, compromissos e preocupações diárias. Pode ser uma questão de progresso ou retrocesso profissional e empresarial.

No passado, as ideias predominantes dos grandes filósofos e pensadores econômicos experimentavam inovações e ou modificações em espaços quase centenários. Atualmente, ocorrem quase todos os meses, semanas, até diariamente.

Nesses últimos tempos, assistimos ao enfraquecimento de empresas e grupos empresariais que ficaram presos aos princípios organizacionais tradicionais e, em outra realidade, o surgimento de startups tecnológicas, com ideias e serviços inovadores, que logo receberam aporte de capital de investidores e, num curto espaço de tempo, se tornaram unicórnios, valendo, cada, mais que US$ 1 bilhão.

Na minha área de estudos e pesquisa, por exemplo, que é o da Teoria Monetária (além da Economia Internacional), vem ocorrendo uma grande revolução no "Princípio da Teoria Quantitativa da Moeda", da qual deriva a espinha dorsal da "Política Monetária", que tem como base o equilíbrio entre o fluxo dos meios de pagamento de um lado, e de outro, a quantidade de bens e serviços transacionados, com as suas respectivas velocidades de circulação, em um determinado período. A partir desse equilíbrio desejável pelos Bancos Centrais objetiva-se o controle da inflação e também, um menor ou maior estímulo à atividade econômica e aos empregos.

As grandes transformações estão ocorrendo no rápido surgimento das transações eletrônicas, via internet, celulares, agora o PIX; transações internacionais instantâneas e a moeda digital. Nenhuma dessas variáveis constam da "equação de trocas", apenas a "moeda escritural", que constituem os depósitos à vista nos bancos comerciais.

E como ficam as ações dos Bancos Centrais no controle do fluxo dessas transações, principalmente, com "moedas as digitais"?

A solução em estudo, por ora consensada pelos principais Bancos Centrais do mundo desenvolvido e, também em desenvolvimento, será a criação, pelos países, de suas próprias moedas digitais. Aí sim, passariam a ter controle do fluxo das transações com o lastro dessas moedas. A China já criou a sua.

O presidente do Banco Central do Brasil, o economista Roberto Campos Neto, deverá brevemente dar a notícia da criação da moeda digital do Brasil.

Uma grande vantagem para os países é que as transações financeiras entre pagadores e recebedores de recursos, como ocorre com o PIX aqui no Brasil, tem as suas contas identificadas, portanto, suscetíveis de serem rastreadas.

A tendência, para breve, é que essas moedas venham a substituir a moeda manual (notas e moedas metálicas - moeda de troco) nos países, permitindo, naturalmente, uma redução de custos para os Bancos Centrais.

Toda "inovação" provoca ações de causas e efeitos. No caso das moedas digitais, os países terão que se estruturarem para essas novas transações em velocidade, e, impreterivelmente, consubstanciarem suas estruturas de "redes de internet" para não travarem as transações.

A verdade é que o futuro já chegou. É preciso reconhecê-lo e, enquanto profissionais, caminhar paralelamente.

Enquanto empresários, faz-se necessário não apenas acompanhar essas evoluções, mas fazer com que suas empresas participem e as introduzam em seus sistemas e operações, para que possam evoluir com tudo que elas possibilitam. Elas terão sucesso se forem contemporâneas às inovações.

MESSIAS MERCADANTE DE CASTRO

é professor da Unianchieta e

consultor de empresas


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