Opinião

Ilusão dos sentidos

A abundância passa a ser uma realidade possível


ALEXANDRE MARTINS
ALEXANDRE MARTIN ARTICULISTA
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Mesmo antes de nascermos, nossa percepção do mundo nos é dada pelos nossos cinco sentidos. Podemos dizer que tudo o que existe para nós, a princípio, tem sua identidade em pelo menos um dos nossos cinco "canais" de percepção.

Desta forma quando percebemos qualquer outro estímulo que não se encaixa bem na visão, na audição, no paladar, tato ou no olfato, temos a tendência de achá-lo estranho e até falso, pois não tem a sua identidade sensorial "bem definida" para o nosso cérebro.

Alguns indivíduos do passado, no entanto, resolveram acreditar nestas percepções que a maioria julga não ser verdadeira pelo fato de não se enquadrar adequadamente em nenhum dos cinco sentidos. Abriram progressivamente as suas mentes para a possibilidade da existência de algo extraordinário, algo que estava presente todo tempo, mas que não era percebido de forma comum.

Observaram e perceberam ligações entre os seres vivos e o meio em que viviam que não poderiam ser explicadas pelos sentidos habituais.

Essa percepção, que podemos chamar extra-sensorial, trata-se hoje de uma realidade comprovada pela ciência moderna, pela descoberta de vários campos energéticos (de natureza eletromagnética e também compostos de outras energias mais sutis) nos quais estamos imersos, nos conectamos e até mesmo os geramos, sem no entanto ter um órgão específico para a sua percepção.

Tal como uma pessoa que aprende utilizar um rádio pela primeira vez, podemos treinar nosso cérebro para entrar em sintonia (uma espécie de ressonância) com a vibração desses campos e obter sensações que se assemelham a visão ou audição, mas que não são geradas pelos olhos e orelhas e sim pelo efeito do campo dentro da própria célula cerebral, deflagrando uma descarga elétrica, ativando redes de neurônios e assim construindo imagens, sons e até mesmo cheiros e sensações táteis.

As provas da existência desses campos são cada vez mais numerosas e com o advento do conhecimento da física quântica sabemos que informação pode ser trafegada por esse meio energético-vibracional.

Isso abre um leque grande de possibilidades e revela que o mundo conhecido até então, traduzido unicamente pelos cinco sentidos ordinários, é muito pequeno diante da realidade do mundo energético, que apresenta as vias de conexão prontas entre os diferentes seres da mesma família, da mesma espécie, outras espécies e mesmo com seres que podemos considerar superiores.

Quando se recebe uma bênção e se sente feliz, irradia-se isso para o seu campo energético e outros seres sensíveis têm a possibilidade através da ressonância do cérebro, de ajustar a percepção e experimentar o mesmo sentimento de alegria.

O mecanismo também funciona com todos os outros tipos de sentimentos, basta apenas que eu tenha o desejo de sintonizar a minha percepção para aquilo que eu procuro.

A abundância passa a ser uma realidade possível para todos pois não estamos presos e nem limitados à pequena porção de matéria que circunda nossos corpos físicos e nem à pequena quantidade de energia (limitada) que esta matéria pode fornecer.

Podemos entrar em sintonia com fontes mais distantes e com quantidades de energia muito além do que a nossa capacidade de utilizar, uma vez que o universo, até onde sabemos, é infinito.

Experimente isso: sente-se com a coluna ereta, relaxe, feche os olhos e respire lenta e profundamente. A cada inalação imagine que não somente os gases presentes no nosso ar estão sendo absorvidos através das membranas do nosso pulmão, mas sim uma porção da energia do universo.

Perceba que a cada exalação você envia uma porção da sua própria energia de volta ao Universo para que ela seja reciclada e atinja os outros seres. A sensação de comunhão com algo maior, um processo de troca que vai além da nossa respiração habitual, que conhecemos com os nossos cinco sentidos, logo irá se instalar em você.

Mais uma vez deixo vocês com essa reflexão, desejando que fiquem bem e com saúde!

ALEXANDRE MARTIN é médico formado pela Unicamp e especialista em Acupuntura e Osteopatia


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