Opinião

Uma geração que cai

Que o caminho da integridade é de verdadeira liberdade


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PASTOR DANIEL
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Certamente você, caro leitor, viu os noticiários desta semana sobre a morte lamentável e precoce de um jovem chamado Kevin. Toda a mídia repercutiu e também as redes sociais "bombaram" com este episódio, no qual a morte deste jovem ganhou muito mais destaque que as milhares de outras mortes cruéis e lamentáveis, como por exemplo, das crianças e professoras naquela creche de Santa Catarina.

As educadoras que heroicamente buscaram proteger as crianças ficaram relegadas como mais uma notícia, enquanto que um delinquente juvenil, que chegou ao estrelato através da rebeldia em suas músicas foi posto como uma vítima heroica.

Isso apenas revela o estado de putrefação em que se encontra a nossa sociedade e mais especificamente: a nossa juventude. Qualquer base de honra, fidelidade, lealdade, respeito já não existe mais para aqueles que acreditam terem o direito de ser feliz, seja como for, doendo a quem doer. Uma geração perdida, sem princípios, sem valores e sem moral, caída como este jovem caiu da sacada e agora morto; uma mocidade que infelizmente não reconhece isto, está se decompondo e exalando seu mau cheiro.

Ainda bem que não sou o único indignado e com a permissão do autor, o meu querido amigo Rev. David de Mello Junior, transcrevo aqui seu excelente texto publicado em seu Instagram:

"Uma geração que cai

[...] surgiu uma nova geração que se esqueceu do Senhor". (Juízes 2:10)

"Em meio a pandemia, quando os noticiários informam em média 3 mil mortes diárias pelo coronavírus, uma morte se destacou dentre as milhares: MC Kevin. Que dor esta família sofre...

Quando vi os noticiários enfatizando o triste ocorrido, fiquei curioso para saber de quem se tratava e o que o levou tão cedo. Surpreendi-me ao saber que, não foi covid-19 ou alguma enfermidade; não foi acidente de trânsito ou bala perdida. Segundo dizem, caiu de um prédio após uma aventura sexual.

É um paradoxo. Ele não estava fazendo justamente o que as músicas contemporâneas dizem ser normal? Não insinuam que a fidelidade é relativa? O prazer a qualquer custo compensa? Que embriaguez e vícios diversos se relacionam com vazio do ser?

Segundo um afamado site, durante a despedida, alguém emitiu uma declaração que trafegou pelas redes sociais como princípio de vida: "foi a amizade com uma pessoa solteira que o motivou. Homem casado não anda com homem solteiro!" A frase tem seu contexto e foi dita na dor de alguém. Mas, peço licença para uma reflexão: pensando bem, pode sim! Homem casado, pode ser amigo de um solteiro, e ensiná-lo o valor da fidelidade. Que prazer e compulsão por sexo são coisas diferentes. Que ter uma mulher e planejar uma vida toda com ela é de um valor inestimável. É o sucesso que a multidão não louva, mas redunda em contentamento. Um homem ensina a outro que o caminho da fuga tem barreiras. Que o caminho da integridade é de verdadeira liberdade. Que a lei da gravidade existe para todas as áreas da vida: começa pelo ser e pode levar um corpo a despencar.

Quem consola uma mãe ou um pai que perde um filho nesta condição? O clichê "Ele deve estar num lugar…" - não consola. Ele está morto! O problema desta geração é sua constante falta de referência. Não há homens casados ensinando o valor da fidelidade. Não há mulheres casadas, provando para as outras que é possível superar desafios e feridas, e que felicidade se constrói com responsabilidade pessoal.

A cultura da infidelidade está na música, e também no silêncio."

@revdavidjunior

Sensacional! Uma reflexão que mostra exatamente a situação em que vivemos. Obviamente que lamentamos profundamente a morte deste jovem, mas não posso deixar de condenar os seus atos que inclusive o levaram a tal desfecho. Liberdade e libertinagem não andam juntas, liberdade requer maturidade e respeito. Requer compromisso consigo e com o próximo e não uma carta de permissão para qualquer bestialidade.

Faz-se necessário uma correção de rota mais que urgente. É preciso corrigir os rumos para que uma sociedade transviada não impere sobre os nossos filhos, netos e bisnetos. É tempo de enxergar os "parapeitos" da vida e respeitá-los. Que limites jamais devem ser ultrapassados. Que não vale a pena brincar com a família ou com o casamento, pois foi Deus que os instituiu. Não queira cair nas mãos de um Deus irado, diz a Bíblia Sagrada.

Pastor DANIEL ANTONIO é teólogo, administrador e publicitário, MBA Coaching e Mentoring, MBA em Gestão de Negócios, palestrante do Jesus Coaching e do canal Falando sobre Deus; [email protected] e instagram: @prdanielantonio


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